UNESP - 2018/2 - 1ª fase - O homem que agride mulher é aquele que levanta todo dia

UNESP - 2018/2 - 1ª fase - “O homem que agride mulher é aquele que levanta todo dia e sai para trabalhar. Frequenta grupos sociais corriquei...
UNESP - 2018/2 - 1ª fase - “O homem que agride mulher é aquele que levanta todo dia e sai para trabalhar. Frequenta grupos sociais corriqueiros, como reuniões de pais em escolas. Ele se veste e age de forma socialmente aceita. Só que, ao chegar em casa, comporta-se de forma violenta para manter a qualquer custo o posto de autoridade máxima”, declara a magistrada Teresa Cristina dos Santos. A juíza afirma que a violência contra a mulher é a única forma democrática de violência. Vítimas e agressores são encontrados em todos os segmentos da sociedade. Segundo pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina, a despeito de a maioria ter entre 25 e 30 anos e baixa escolaridade, há agressores de todas as idades, condição financeira, nível de instrução e situação profissional. De acordo com a juíza Teresa Cristina, o enfrentamento da violência contra a mulher passa justamente por essa desmistificação de quem é o agressor. “Ao contrário dos crimes comuns, a violência contra a mulher é uma questão cultural”.
(Adriana Nogueira. “Violência contra a mulher vem do homem comum e
pode atingir qualquer uma”. www.uol.com.br, 26.09.2017. Adaptado.)

A partir do texto, a violência contra a mulher na sociedade brasileira

(A) tem como causa principal a má distribuição de renda que afeta as classes populares.
(B) é um fenômeno associado ao autoritarismo de regimes políticos de exceção.
(C) é consequência direta de comportamentos impulsivos de natureza patológica.
(D) é um problema decisivamente associado ao significado cultural da masculinidade.
(E) tem origem inata, não sendo condicionada por fatores culturais ou sociais.

Questão anterior:
No Brasil, para uma população 54% negra (incluídos os pardos), apenas 14% dos juízes e 2% dos procuradores e promotores públicos são negros.

Resolução (Objetivo):
A masculinidade e a feminilidade são construções culturais e a forma como se desenvolveram formou uma sociedade que compactua com a violência contra a mulher.

O texto de Adriana Nogueira sugere a necessidade de desnaturalizar, buscando as raízes históricas que construíram essa modalidade de violência.

Resposta:
(D) é um problema decisivamente associado ao significado cultural da masculinidade.

Próxima questão:
O fato de a exposição Queermuseu ter sofrido uma série de retaliações de setores fascistas e reacionários do Brasil, conhecidos por suas posições homofóbicas, racistas e classistas, faz com que seja importante trazer outras camadas para esse debate.
UNESP2018-2-1-fase-indagacao-resolucao

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