Albert Einstein 2018 - Questões de Língua Portuguesa - com Resolução e Gabarito

Albert Einstein 2018 - Questões de Língua Portuguesa - com Resolução* e Gabarito

Os dois textos a seguir – Era digital desafia exercício profissional e Conselho não cassa registro por quebra de sigilo médico – servirão de base para você responder às cinco questões objetivas de Língua Portuguesa (de 46 a 50) e elaborar sua Redação.

Era digital desafia exercício profissional

“A medicina não sobreviverá ao velho método do médico de família, mas terá que se adaptar”. A afirmação é do desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), Diaulas Costa Ribeiro, proferida durante a mesa redonda “Panorama atual das mídias sociais e aplicativos na medicina contemporânea”. Para ele, as novas tecnologias trazem desafios que precisam ser colocados em perspectiva para garantir a ética e o sigilo.

“Possivelmente vamos chegar a uma medicina sem gosto, distanciada, mas que também funciona. Talvez este não seja o fim, mas um recomeço”, ponderou Ribeiro. Segundo ele, antes de gerar um novo modelo de atendimento médico, o “dr. Google” – termo que utilizou para indicar as buscas por informações médicas na internet – gerou um novo tipo de paciente, que passou a conhecer mais sobre as doenças e, por isso, exige um novo relacionamento com seu médico.

O desembargador ainda reforçou a necessidade de se rediscutir questões como o uso da internet nessa relação médico-paciente e a segurança do sigilo médico neste cenário. “Precisamos refletir sobre algumas questões importantes. Quem guardará o sigilo? Ou não haverá sigilo? O sigilo médico será mantido ou valerá o direito público à informação? Os conflitos serão reinventados ou serão os mesmos? A solução para os problemas será a de sempre?”, indagou. Ética – Na perspectiva do médico legista e professor da Universidade de Brasília (UnB), Malthus Galvão, embora acredite que algumas mudanças serão inevitáveis e necessárias, é preciso defender os princípios fundamentais instituídos pelo Código de ética médica (CEM).

“As novas mídias devem ser entendidas como um sistema de interação social, de compartilhamento e criação colaborativa de informação nos mais diversos formatos e não podemos perder essa oportunidade”, destacou. Ele lembra, por exemplo, que desde a Resolução CFM 1.643/2002, que define e disciplina a prestação de serviços através da telemedicina, alguns avanços colaborativos já foram possíveis.

Galvão apresentou ainda preceitos da Resolução CFM 1.974/2011 e também da Lei do Ato Médico (12.842/2013), chamando a atenção para alguns cuidados que o médico deve ter ao divulgar conteúdo de forma sensacionalista. “Segundo o CEM, é vedada a divulgação de informação sobre assunto médico de forma sensacionalista, promocional ou de conteúdo inverídico. A internet deve ser usada como um instrumento de promoção da saúde e orientação à população”, reforçou.
Editorial do Jornal Medicina – Publicação oficial do Conselho Federal de Medicina (CFM). Brasília, jul. 2017, p. 7.

Questão 46
No primeiro parágrafo do editorial do CFM, as aspas são empregadas, respectivamente, para demarcar

A) críticas tanto ao Tribunal de Justiça quanto à mesa- redonda de Diaulas Costa Ribeiro.

B) o dizer tal e qual foi proferido por Diaulas Costa Ribeiro e o título da mesa-redonda.

C) o velho método do médico de família e o estado das mídias sociais na medicina atual.

D) o uso de modernas tecnologias na medicina e a fala do desembargador do TJDFT.

Resolução:
A primeira ocorrência de aspas destaca citação de fala do desembargador Diaulas Costa Ribeiro, e a segunda, o título da mesa-redonda “Panorama atual das mídias sociais e aplicativos na medicina contemporânea”.

Resposta:
B) o dizer tal e qual foi proferido por Diaulas Costa Ribeiro e o título da mesa-redonda.

Questão 47
Para defender seu ponto de vista, ainda na matéria do CFM, Malthus Galvão se sustenta em argumentos

A) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.
B) do senso comum.
C) formulados com perguntas retóricas.
D) de autoridade.

Resolução:
O médico e professor da UnB sustenta suas ideias como apoio ao Código de Ética Médica (CEM) da Lei do Ato Médico, ou seja, usa argumentos de autoridade para fundamentar sua opinião.

Resposta:
D) de autoridade.

Questão 48
Diaulas Costa Ribeiro, desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), refere-se ao “dr. Google” para explicar o tipo de paciente da atualidade, ou seja,

A) um sujeito mais bem informado sobre doenças, o que demanda uma relação diferente entre ele e seu médico.

B) um indivíduo atualizado sobre tratamentos médicos e, por isso, de postura intransigente sobre as condutas médicas.

C) uma pessoa mais predisposta a interferir nos tratamentos médicos, por ter acesso a tudo que se publica sobre doenças.

D) um médico virtual que se propõe a atender com presteza as demandas dos pacientes mais bem informados em relação a questões de saúde.

Resolução:
A alternativa correta traz uma paráfrase do trecho: “ ‘Dr. Google’ – termo que utiliza para indicar as buscas por informações médicas na internet – gerou um novo tipo de paciente, que passou a conhecer mais sobre as doenças e por isso, exige um novo relacionamento com seu médico”.

Resposta:
A) um sujeito mais bem informado sobre doenças, o que demanda uma relação diferente entre ele e seu médico.

Conselho não cassa registro por quebra de sigilo médico
Cláudia Colucci
10 fev. 2017 – 2h00 de São Paulo

Nos últimos quatro anos, nenhum médico teve seu registro profissional cassado no Estado de São Paulo por quebra de sigilo médico.

Segundo o Cremesp (conselho médico paulista), de 2012 a 2016, foram registrados 379 processos éticos por essa razão – 87 já julgados.

Desses, 39 foram inocentados e 48, julgados culpados. A maioria (26) recebeu penas confidenciais e 22, públicas.
As primeiras são advertências e censuras sigilosas (só o médico fica sabendo). Já as públicas envolvem publicação na imprensa oficial e a suspensão do exercício profissional por até 30 dias.

No mesmo período, 26 médicos foram cassados em primeira instância pelo Cremesp por diferentes motivos. Cabe recurso das decisões no Conselho Federal de Medicina.

Para Mauro Aranha, presidente do Cremesp, o fato de não ter havido nenhuma cassação por quebra de sigilo não significa que essa seja um infração menos grave.

“É uma infração ética muito importante. Mas a pena depende de uma série de contextos, por exemplo, o dano provocado ao paciente, se o médico cometeu o ato de forma proposital ou se foi negligente e do seu histórico ético no conselho”, explica.

Se a pessoa usar a quebra de sigilo para conseguir algum benefício (dinheiro, por exemplo), o ato é considerado gravíssimo.

Aranha não comenta sobre as duas sindicâncias abertas para apurar o envolvimento de médicos na divulgação de dados de Marisa Letícia Lula da Silva e de mensagens de ódio em redes sociais (o processo é sigiloso).

Mas conforme apurou a Folha com conselheiros, a tendência é que os médicos acusados recebam, no mínimo, uma censura pública.

Na opinião de Aranha, é preciso que os médicos repensem seus papéis nas redes sociais. “Elas convidam a pessoa a responder de forma instantânea, intempestiva. O médico não tem que ser um santo, mas o ato médico exige prudência.”

MÍDIAS SOCIAIS
A violação do sigilo médico em mídias sociais não é uma prática incomum entre alunos de medicina, residentes e cirurgiões, aponta uma dissertação de mestrado apresentada nesta quarta (8), na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

No estudo envolvendo 156 pessoas (52 alunos, 51 residentes e 53 docentes), o cirurgião Diego Adão Fanti Silva verificou que 53% dos alunos, 86% dos residentes e 62% dos docentes divulgam dados de pacientes nas mídias sociais. A maioria (entre 86,5% e 100%) relata que oculta a identidade dos pacientes no momento da divulgação.

No trabalho, o autor diz que é ilegal e antiética a divulgação de imagens de pacientes mesmo com a autorização dos expostos e mesmo não identificando o doente.

Só há permissão se a publicação tiver fins acadêmicos ou assistenciais – ainda assim, é necessário o consentimento do paciente.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/ equilibrioesaude/2017/02/1857393-conselho-nao-cassa-registro-por- quebra-de-sigilo-medico.shtml. Acesso em: 8 out. 2017

Questão 49
No texto de Cláudia Colucci, o posicionamento do presidente do Cremesp e o do cirurgião em sua dissertação de mestrado

A) advertem sobre a necessidade de divulgação das imagens de pacientes se for para o bem deles.

B) são contraditórios quanto às perspectivas éticas referentes a exposições de dados de pacientes.

C) convergem em relação a questões éticas sobre a disseminação de imagens de pacientes.

D) defendem a exposição de informações sobre dados de pacientes desde que com consentimento.

Resolução:
Ambos os especialistas defendem a gravidade da quebra de sigilo médico. Mauro Aranha, presidente do CREMESP, afirma que não é pela falta de cassações nos últimos anos que se trata de falha menos grave, e o estudo de Diego Adão Fanti Silva afirma que é ilegal e antiética a divulgação de imagens de pacientes, ainda que haja autorização e mesmo sem identificar o paciente.

Resposta:
C) convergem em relação a questões éticas sobre a disseminação de imagens de pacientes.

Questão 50
Ainda na matéria Conselho não cassa registro por quebra de sigilo médico, tanto no início do terceiro parágrafo como no início do quarto, estão elípticas, respectivamente, as expressões

A) registros profissionais; penas públicas.

B) culpados; censuras sigilosas.

C) processos éticos; penas confidenciais.

D) procedimentos julgados; advertências sigilosas.

Resolução:
São ambos casos de zeugma de expressões utilizados nos parágrafos anteriores: 39 processos éticos foram inocentados e 48 (processos éticos) julgados culpados. A maioria (26 processos éticos)... e 22 (processos éticos).

Resposta:
C) processos éticos; penas confidenciais.

Questão anterior:
- Questões de Literatura
- Mas... Houve um pequeno engano, um
contratempo de última hora, que veio
pôr dois bons sujeitos, pacatíssimos e
pacíficos, num jogo dos demônios, numa
comprida complicação.

Próxima questão:
Questão Biologia e Química

*Resolução Colégio Objetivo
Albert Einstein 2018 - Questões de Língua Portuguesa - com Resolução e Gabarito Albert Einstein 2018 - Questões de Língua Portuguesa - com Resolução e Gabarito Reviewed by Redação on abril 23, 2018 Rating: 5

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