UERJ 2019: Quando chegar o feliz momento da abolição, não será devido nunca à inclinação sincera

UERJ 2019: QUESTÃO 54 Quando chegar o feliz momento da abolição, não será devido nunca à inclinação sincera do povo ou do governo, a menos...
UERJ 2019: QUESTÃO 54

Quando chegar o feliz momento da abolição, não será devido nunca à inclinação sincera do povo ou do governo, a menos que venham a sofrer grande mudança. Pois quase me aventuraria a dizer que não há dez pessoas em todo o Império que considerem esse comércio um crime ou o encarem sob outro aspecto que não seja o de ganho e perda, de simples especulação mercantil, que deve continuar ou cessar conforme for vantajoso ou não. Acostumados a não fazer nada, os brasileiros em geral estão convencidos de que os escravos são necessários como animais de carga, sem os quais os brancos não poderiam viver.
HENRY CHAMBERLAIN, agente diplomático britânico, em 31/12/1823.
Adaptado de SOUSA, O. T. Fatos e personagens em torno de um regime. Rio de Janeiro: José Olympio, 1960.

Após a emancipação política do Império do Brasil, o debate sobre o fim do tráfico intercontinental de escravos e da escravidão esteve em pauta, como abordado por Henry Chamberlain em 1823.

Naquele contexto, de acordo com o diplomata britânico, as resistências à abolição do tráfico e da escravidão estavam associadas à conjuntura de:

(A) desqualificação do trabalho braçal
(B) vigência da sociedade burguesa
(C) instabilidade do regime jurídico
(D) decadência da estrutura agrária

Questão anterior:
MUDANÇA NO COMÉRCIO DE BENS DOS ESTADOS UNIDOS: IMPORTAÇÕES POR PAÍSES

Resposta:
(A) desqualificação do trabalho braçal

Próxima questão:
- Os modais de transporte possuem diferentes níveis de adequação aos tipos de carga. Considere a tabela abaixo.

COMENTÁRIOS

BLOGGER: 3
  1. Alguém pode explicar o por que da b ser errada?

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    Respostas
    1. A questão de início apresenta um panorama geral dos problemas que dificultavam o processo de abolição e que, na verdade, não se restringiam apenas ao Brasil, mas ao se referir às motivações pelas quais os brasileiros não defendem o fim da escravidão o autor deixa claro que os brasileiros estavam acostumados a não fazer nada, que viam os escravos como instrumentos para realizar as tarefas que eles julgavam depreciadoras, que neste caso, são as braçais. Ainda que no início da questão a mesma pareça tender para a resposta (B), é preciso observar que é só no final que o autor do texto refere-se às reais razões pelas quais os brasileiros não defendem a abolição.

      Mais uma razão do porquê não é a alternativa (B) se deve ao fato de que no Brasil, do período descrito no texto, não havia uma sociedade burguesa forte (mas sim agrária, em moldes feudais), e a maior parte da população vivia na miséria.

      Além disso, o texto foi escrito por um inglês, país em que se deu a Revolução Industrial e onde uma sociedade burguesa (comercial) era vigente e ele critica o Brasil.

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  2. Que análise precisa man, muito obrigado pela resolução tão detalhada.

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