REDAÇÃO IFSUL 2018: A mulher brasileira em busca de igualdade

REDAÇÃO IFSUL 2018: A mulher brasileira em busca de igualdade

Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo, em norma culta escrita da língua portuguesa, sobre o tema: "A mulher brasileira em busca de igualdade".

Apresente uma proposta de intervenção e/ou conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defender o seu ponto de vista.

Texto 1

Mulher Brasileira
Agora chegou a vez, vou cantar
Mulher brasileira em primeiro lugar
Agora chegou a vez, vou cantar
Mulher brasileira em primeiro lugar

Norte a sul do meu Brasil
Caminha sambando quem não viu
Mulher de verdade, sim, senhor
Mulher brasileira é feita de amor
Benito di Paula
Disponível em: <https://www.letras.mus.br/benito-di-paula/44498/>

Texto 2
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Texto 3

Este discurso me ensinou o que é ser mulher no século XXI

Domingo eu passei o dia lendo o necessário livro da Chimamanda Ngozi Adichie, Sejamos Todos Feministas, publicado pela Companhia das Letras. O livro é baseado em uma conferência da TEDxEuston dada pela autora, e o vídeo encontra-se disponível na internet, tendo cerca de mais de um milhão de acessos.

As palavras de Chimamanda são inspiradoras e nos levam a uma reflexão profunda. Cada página, cada palavra, cada frase traz a verdade irremediável de que precisamos mudar essa perversa lógica social que enquadra o feminino em um lugar subalterno. Com exemplos que vão desde sua infância até os dias atuais, ela demonstra de forma pragmática e simples o que é ser mulher no século XXI. Claro, é bem melhor do que era no século XIX, mas ainda não é tranquilo, porque ainda não é igual a ser homem. Em outras palavras, porque não somos vistas como sendo tão seres humanos quanto os homens o são.

De tudo o que o Sejamos Todos Feministas me trouxe, o que mais me tocou e mais me fez mergulhar em reflexões infinitas foi a questão dos sonhos individuais, aparentemente, determinados pela nossa sociedade em função do gênero. Explico: desde pequenas, nós meninas somos incentivadas a sonhar com o casamento, com a formação de uma família, com o vestido branco - de modo que crescemos tendendo a acreditar que nossa existência deve ser sempre orientada pelo e para o outro, por isso temos uma necessidade compulsiva de agradar, de sermos queridas. Também nos ensinam que mulheres devem ser doces, cordatas e pacientes.

Enquanto isso, os garotos são ensinados a satisfazerem seus desejos e sonhos, sejam eles quais forem e, para isso, são incentivados a serem firmes, focados, racionais, orientando suas vidas para a autossatisfação, tornando-se mais independentes daquilo que os outros pensam ou sentem em relação a eles.

Meninos e meninas aprendem a abafar em certa medida suas personalidades para tornarem-se aquilo que a sociedade espera deles. Um menino sensível vai aprendendo a duras penas que se quiser chorar deve se esconder e que o ideal mesmo é que ele não chore nunca. Ou seja, quando o assunto é sentimentos, o menino precisa se preocupar com o que os outros pensam - e se defender - afinal, a demonstração dos afetos é uma característica feminina. Por outro lado, uma menina ambiciosa e brava vai sendo punida até que comece a entender que não deve competir, que deve ceder, pois, caso contrário, não terá namorado - pior crime que uma mulher pode cometer. Em outras palavras, as meninas não devem buscar a satisfação pessoal e devem ceder o lugar de liderança aos homens.
Disponível em: <https://www.huffpostbrasil.com/aina-cruz/este-discurso-me-ensinou-o-que-e-ser-mulher-no-seculo-xxi_a_21692394/>

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