(INSPER 2018) O texto deixa evidente que

(INSPER 2018) O texto deixa evidente que (A) a circulação da herança quilombola por meio da música busca influenciar os mais velhos, qu...
(INSPER 2018) O texto deixa evidente que

(A) a circulação da herança quilombola por meio da música busca influenciar os mais velhos, que têm mostrado vontade de deixar de lado os hábitos e as tradições.

(B) a tradição oral e a música são usadas estrategicamente nas comunidades quilombolas na Bahia como forma de preservar-lhes a identidade e o patrimônio cultural.

(C) as histórias dos ancestrais das comunidades quilombolas na Bahia têm despertado pouca atenção dos mais jovens, alheios à sua cultura e à identidade do seu povo.

(D) as comunidades quilombolas na Bahia vivem o drama do esquecimento da herança de seus antepassados, pois as pessoas não se dispõem a ouvir sobre o assunto.

(E) os quilombolas baianos estão deixando sua cultura de lado e, cada vez mais, a cultura externa tem influenciado e determinado seus hábitos e comportamentos.

Questão anterior
- (INSPER 2018) Nos versos em que aparece, a frase “– Eh, carvoero!” denota uso

Leia o texto para responder às questões de números 16 e 17.

Em Santiago do Iguape, interior da Bahia, que se reconheceu quilombola há poucos anos, os jovens fazem questão de não deixar a herança dos antepassados esquecida. O grupo musical afro Bantos traz nas letras das músicas ensinamentos sobre a escravidão, a tradição oral e a importância de valorizar as origens. “A música foge da alma. Nenhum ser humano consegue viver sem a música, então essa foi a forma que nós encontramos de ligar as nossas raízes com a juventude que vem chegando agora, que tem poucos ensinamentos da nossa realidade”, conta o integrante do grupo, Givanildo Bispo.

“Às vezes, se a gente parar para contar a história dos nossos ancestrais, das nossas raízes, as pessoas não querem nem ouvir. Mas acabam parando para ouvir uma boa música, e os jovens vão aprendendo quem foram os avós deles, os pais deles, de onde vieram, quem são”, destacou Bispo.

Na Comunidade do Kaonge, também na Bahia, os jovens trocam muitas experiências com os mais velhos e não têm a menor vontade de deixar os hábitos e as tradições para trás. “Só em escutar as histórias dos nossos ancestrais é mais um motivo para a gente ficar na comunidade. Mas tem que ter resistência, dar continuidade, sempre vivenciar, acompanhando, participando de todos os núcleos de produções – forma de organização das comunidades da região em que todos participam de atividades produtivas como pesca, cultivo de plantas e produção de farinha –”, diz a jovem Jorlane Cabral de Jesus, de 28 anos.
(http://www.ebc.com.br. Adaptado)

Resposta:
(B) a tradição oral e a música são usadas estrategicamente nas comunidades quilombolas na Bahia como forma de preservar-lhes a identidade e o patrimônio cultural.

Próxima questão:
- (INSPER 2018) Analisando a fala de Jorlane Cabral, entende-se que, para ela, a permanência das pessoas na comunidade exige

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