UEL 2018: Com base no texto e nos conhecimentos sobre Habermas, apresente os princípios do cognitivismo

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UEL 2018: Leia o texto a seguir.

Desde o início dos anos oitenta, a ética discursiva de Jürgen Habermas teve como proposta reformular o programa universalista da moral kantiana com base em uma teoria da competência comunicativa. Ao substituir a regra do imperativo categórico pelo princípio de uma argumentação moral racional, a ética do discurso persegue a redefinição dos traços dentontológico, cognitivista e formalista do ponto de vista moral.
(Adaptado de: LANGLOIS, L. Discurso Moral e Discurso Ético segundo Habermas: uma distinção fundada? In. ARAÚJO, L. B. L.; BARBOSA, R. J. C. (org.) Filosofia Prática e Modernidade. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2003. p.53.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre Habermas, apresente os princípios do cognitivismo e do formalismo que caracterizam a Ética do Discurso.

Questão anterior:
- Biologia
UEL 2018: A Araucária, árvore símbolo do Estado do Paraná, é uma gimnosperma.

Conteúdo programático:
Problemas políticos e éticos na filosofia. Autor de referência: Habermas (Ética)

Resposta esperada:
A ética do discurso, como o próprio Habermas afirma, alia-se à razão prática kantiana. Em linhas gerais, a ética do discurso implica as mesmas características da moral kantiana, a saber, o cognitivismo, o formalismo e o universalismo. Destas características, a questão em tela cobra o cognitivismo e o formalismo. O cognitivismo requer que as questões de ordem prático-moral possam ser fundamentadas racionalmente. Isso implica que as questões práticas podem ser justificadas, na medida em que o agente apresente as razões pelas quais sua ação foi realizada em uma ou outra direção. Defende-se que há, no âmbito da ação, uma pretensão de validade normativa análoga à pretensão de verdade requerida para os fatos objetivos.

O aspecto formal da ética do discurso indica que ela não fornece conteúdos materiais nem normas concretas, mas apenas um critério formal para a averiguação, via discurso, daquelas normas e regras que podem encontrar aceitabilidade entre os possíveis concernidos, ou seja, aqueles que suportarão o peso de normas acordadas. Nesse aspecto, valendo-se do discurso como condição de tematização da validade normativa, a ética do discurso se ampara em regras discursivas estabelecidas universalmente para validar o consenso fático alcançado em relação a determinada norma. Assim, o consenso fático alcançado tem sua validade estendida aos concernidos.

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