UEL 2018: Com base nos textos e nos conhecimentos sobre o pensamento político de Maquiavel

UEL 2018: Leia os textos a seguir. Como é meu intento escrever algo útil para os que se interessarem, pareceu-me mais conveniente procurar...
UEL 2018: Leia os textos a seguir.

Como é meu intento escrever algo útil para os que se interessarem, pareceu-me mais conveniente procurar a verdade efetiva das coisas do que pelo que delas se possa imaginar. Muitos imaginaram repúblicas e principados que nunca se viram e que jamais existiram verdadeiramente.
(Adaptado de: MAQUIAVEL, N. O Príncipe. São Paulo: Nova Cultural, 1991. p.63. Cap. XV.)

A preocupação de Maquiavel em suas obras é o Estado. Não o melhor Estado, aquele tantas vezes imaginado, mas que nunca existiu. Mas o Estado real, capaz de assegurar a ordem. Seu ponto de partida e de chegada é a realidade concreta. Daí a ênfase na “verdade efetiva das coisas”. Isso leva Maquiavel a se perguntar: como fazer reinar a ordem, como instaurar um Estado estável?
(Adaptado de: SADEK, M. T. Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù. In. WEFFORT, F. (org.). Os Clássicos da Política. vol.1. 13.ed. São Paulo: Ática, 2001. p.17.)

Com base nos textos e nos conhecimentos sobre o pensamento político de Maquiavel, apresente a relação entre a busca da “verdade efetiva das coisas” e o modo como o príncipe deve pautar sua ação política tendo em vista a estabilidade e a ordem do Estado.

Questão anterior:
UEL 2018: om base na diferenciação entre matéria e forma apresentada no texto, indique o significado dos conceitos de essência e de acidente na teoria do conhecimento de Aristóteles.

Conteúdo programático:
- não especificado no gabarito da UEL -

Resposta esperada:
O objeto das reflexões de Maquiavel é a realidade política pensada em termos de prática humana tendo por foco o fenômeno do poder formalizado na instituição do Estado. A busca pela “verdade efetiva das coisas” determinou o ponto de ruptura no pensamento maquiaveliano.

Como tal, impõe-se como critério para pensar e regular as ações do príncipe e a ordem do Estado frente a uma realidade política marcada pelo conflito latente decorrente da correlação de forças (desejos e interesses antagônicos) que a move e que a submete, por suas contingências e incertezas, ao inexorável ciclo de estabilidade e caos.

A questão é de como as iniciativas políticas podem se ajustar às circunstâncias que se apresentam. Não interessa especular para que serve ou qual o fim elevado da política. Tudo nela regula-se pela busca estratégica de estabilidade de modo a garantir a manutenção do poder e a ordem do Estado. Enfim, a “verdade efetiva das coisas” deve determinar o pensar a política e o agir político.

A ação do príncipe deve ser movida de modo pragmático pela realidade dos fatos e não pelo “como deveria ser”. É a necessidade diante das circunstâncias (transitórias e mutáveis) que deve reger a ação política do príncipe. Deste modo, Maquiavel, em sua obra, reivindica a autonomia da política, por sua radical imanência, e afirma sua racionalidade própria.

Próxima questão:

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