FGV-SP 2019: O país que não tem minas próprias deve, sem dúvida, obter seu ouro e prata dos países estrangeiros

FGV-SP 2019: O país que não tem minas próprias deve, sem dúvida, obter seu ouro e prata dos países estrangeiros, tal como o país que não tem vinhas precisa obter o seu vinho. Não parece necessário, porém, que a atenção do governo se deva voltar mais para um problema do que para outro. O país que tiver meios para comprar vinhos terá sempre o vinho que desejar; e o país que tiver meios de comprar ouro e prata terá sempre abundância desses metais. Eles são comprados por determinado preço, como todas as outras mercadorias. [...] O monopólio do comércio da colônia, portanto, com todos os outros expedientes mesquinhos e malignos do sistema mercantilista, deprime a indústria de todos os outros países, mas principalmente a das colônias, sem que aumente em nada – pelo contrário, diminui – a indústria do país em cujo benefício é adotado.
(Adam Smith, A riqueza das nações)

Adam Smith

(A) entende que o sistema mercantilista enriquece a Metrópole e a colônia na medida em que controla tanto a produção como a venda no mercado internacional, transferindo toda a riqueza colonial para a economia metropolitana, incentivando a produção colonial e o afastamento da concorrência.

(B) critica o metalismo e o monopólio comercial da Metrópole em relação à colônia, duas práticas mercantilistas adotadas pelo Estado absolutista, mostrando que o ouro e a prata são simples mercadorias e que as restrições ao mercado da colônia prejudicam tanto esta como a Metrópole.

(C) discorda das práticas mercantilistas e considera que o vinho e o ouro são mercadorias e, como tais, produzidas e vendidas no mercado, mas que cabe ao Estado liberal promover práticas de controle econômico para garantir os lucros da nação por meio da criação de empresas estatais.

(D) afirma que o empobrecimento da Metrópole e da colônia é fruto das práticas mercantilistas porque elas ampliam o mercado e dificultam o controle por parte do Estado absolutista, que utiliza o metalismo e o monopólio colonial como fontes efetivas de lucro no concorrido jogo de exportação e de importação.

(E) trata as duas práticas mercantilistas como essenciais para a sobrevivência econômica do Estado liberal pois, ao ampliar o mercado, garantem a diversificação da produção, evitam a concorrência entre os Estados e permitem à Metrópole impor condições no comércio internacional.

QUESTÃO ANTERIOR;
FGV-SP 2019: Vivendo num mundo agrícola, em que se percebe cotidianamente como alguns seres precisam morrer para que outros possam viver, convivendo com a constante ameaça da fome, das epidemias e das guerras, os medievais sentiam a onipresença da morte, mas isso não os incomodava.

GABARITO:
(B) critica o metalismo e o monopólio comercial da Metrópole em relação à colônia, duas práticas mercantilistas adotadas pelo Estado absolutista, mostrando que o ouro e a prata são simples mercadorias e que as restrições ao mercado da colônia prejudicam tanto esta como a Metrópole.

RESOLUÇÃO:
Adam Smith, considerado o “Pai do Liberalismo Econômico”, critica as práticas mercantilistas como restritivas à geração e circulação de riquezas, defendendo em seu lugar a livre prática do comércio, considerado como uma atividade natural e fundamental para o desenvolvimento das nações.

PRÓXIMA QUESTÃO:
- FGV-SP 2019: A seguir, um excerto de uma entrevista com o historiador Luiz Felipe de Alencastro.
FGV-SP 2019: O país que não tem minas próprias deve, sem dúvida, obter seu ouro e prata dos países estrangeiros FGV-SP 2019: O país que não tem minas próprias deve, sem dúvida, obter seu ouro e prata dos países estrangeiros Reviewed by Redação on dezembro 02, 2018 Rating: 5

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