(PUC-SP 2019) No poema XLV, de O guardador de rebanhos, a natureza singular da poesia de Alberto Caeiro

Leia o poema a seguir para responder à  questão 64 : XLV Um renque¹ de árvores lá longe, lá para a encosta. Mas o que é um renque de ár...
Leia o poema a seguir para responder à questão 64:

XLV
Um renque¹ de árvores lá longe, lá para a encosta.
Mas o que é um renque de árvores? Há árvores apenas.
Renque e o plural árvores não são cousas, são nomes.

Tristes das almas humanas, que põem tudo em ordem,
Que traçam linhas de cousa a cousa.
Que põem letreiros com nomes nas árvores absolutamente reais,

E desenham paralelos de latitude e longitude
Sobre a própria terra inocente e mais verde e florida do que isso!
(PESSOA, Fernando. Poesia completa de Alberto Caeiro.
São Paulo: Companhia das Letras, 2005, p.71)
Vocabulário: ¹renque: fileira

QUESTÃO 64
(PUC-SP 2019) No poema XLV, de O guardador de rebanhos, a natureza singular da poesia de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, é evidenciada pela:

A) crítica explícita ao pensamento científico, representado no poema pelos geógrafos que racionalizam o espaço e causam a destruição da terra “inocente”.

B) percepção de que a realidade humana é feita de nomes, cuja existência é mais verdadeira do que a das “cousas” percebidas apenas pelos sentidos.

C) constatação de que a natureza simbólica e artificial dos “nomes” opõe-se à existência real das “cousas” que habitam a natureza.

D) aversão à lógica industrial e publicitária da modernidade, responsável por contaminar a “terra inocente” com “letreiros”.

QUESTÃO ANTERIOR:
- Inglês
(PUC-SP 2019) O texto permite compreender que

RESOLUÇÃO:
Para Alberto Caeiro, o saber provém das sensações físicas, não há o universo dos conceitos, mas apenas o elemento concreto, como se nota, por exemplo, em “Mas o que é um renque de árvores? Há árvores apenas?”

GABARITO:
C) constatação de que a natureza simbólica e artificial dos “nomes” opõe-se à existência real das “cousas” que habitam a natureza.

PRÓXIMA QUESTÃO:
- (PUC-SP 2019) A leitura do fragmento em questão – no qual o narrador-personagem relata uma de suas disputas poéticas com Quem-Será – permite afirmar que

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