FUVEST 2020: Em Claro Enigma, a ideia de engano surge sob a perspectiva do sujeito maduro

FUVEST 2020 ( QUESTÃO  032 -  V  / 067 -  K  / 030 -  Q  / 001 -  X  / 083 -  Z ) Cantiga de enganar (...) O mundo não tem sentido....
FUVEST 2020
(QUESTÃO 032 - V / 067 - K / 030 - Q / 001 - X / 083 - Z)

Cantiga de enganar

(...)
O mundo não tem sentido.
O mundo e suas canções
de timbre mais comovido
estão calados, e a fala
que de uma para outra sala
ouvimos em certo instante
é silêncio que faz eco
e que volta a ser silêncio
no negrume circundante.
Silêncio: que quer dizer?
Que diz a boca do mundo?
Meu bem, o mundo é fechado,
se não for antes vazio.
O mundo é talvez: e é só.

Talvez nem seja talvez.
O mundo não vale a pena,
mas a pena não existe.
Meu bem, façamos de conta.
De sofrer e de olvidar,
de lembrar e de fruir,
de escolher nossas lembranças
e revertê‐las, acaso  
se lembrem demais em nós.
Façamos, meu bem, de conta
– mas a conta não existe –  
que é tudo como se fosse,
ou que, se fora, não era.
(...)
Carlos Drummond de Andrade, Claro Enigma.

FUVEST 2020: Em Claro Enigma, a ideia de engano surge sob a perspectiva do sujeito maduro, já afastado das ilusões, como se lê no verso‐síntese “Tu não me enganas, mundo, e não te engano a ti.” (“Legado”). O excerto de “Cantiga de enganar” apresenta a relação do eu com o mundo mediada

(A) pela música, que ressoa em canções líricas.

(B) pela cor, brilhante na claridade solar.

(C) pela afirmação de valores sólidos.

(D) pela memória, que corre fluida no tempo.

(E) pelo despropósito de um faz‐de‐conta.

QUESTÃO ANTERIOR:
FUVEST 2020: As tentativas de resposta do poeta à pergunta “What happens to a dream deferred?” evocam imagens de

RESOLUÇÃO (Cursos Objetivo)
A relação do eu lírico com o mundo baseia-se num absurdo “faz de conta”, isto é, a presunção de que as coisas sejam assim. Já no início do excerto, afirma-se o despropósito: “O mundo não tem sentido”, por isso não há a importância que se dá a ele. Resta, portanto, a postura da simulação, aquela de considerar os eventos e as coisas como se elas não existissem ou fossem.

GABARITO:
(E) pelo despropósito de um faz‐de‐conta.

PRÓXIMA QUESTÃO:
- FUVEST 2020: O argumento de Benedito Nunes, em torno da natureza artística da literatura, leva a considerar que a obra só assume função transformadora se

QUESTÃO DISPONÍVEL EM:
Prova FUVEST 2020 com Gabarito e Resolução

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