FUVEST 2020: O retrato de Manuel Fulô, tal como aparece no fragmento, permite afirmar que

FUVEST 2020 ( QUESTÃO  042 -  V  / 066 -  K  / 031 -  Q  / 009 -  X  / 086 -  Z ) Agora, o Manuel Fulô, este,sim! Um sujeito pingadinho...
FUVEST 2020
(QUESTÃO 042 - V / 066 - K / 031 - Q / 009 - X / 086 - Z)

Agora, o Manuel Fulô, este,sim! Um sujeito pingadinho, quase menino – “pepino que encorujou desde pequeno” – cara de bobo de fazenda, do segundo tipo –; porque toda fazenda tem o seu bobo, que é, ou um velhote baixote, de barba rara no queixo, ou um eterno rapazola, meio surdo, gago, glabro* e alvar**. Mas gostava de fechar a cara e roncar voz, todo enfarruscado, para mostrar brabeza, e só por descuido sorria, um sorriso manhoso de dono de hotel. E, em suas feições de caburé*** insalubre, amigavam‐se as marcas do sangue aimoré e do gálico herdado: cabelo preto, corrido, que boi lambeu; dentes de fio em meia‐lua; malares pontudos; lobo da orelha aderente; testa curta, fugidia; olhinhos de viés e nariz peba, mongol.
Guimarães Rosa, “Corpo fechado”, de Sagarana.
*sem pelos, sem barba **tolo ***mestiço

FUVEST 2020: O retrato de Manuel Fulô, tal como aparece no fragmento, permite afirmar que

(A) há clara antipatia do narrador para com a personagem, que por isso é caracterizada como “bobo de fazenda”.

(B) estão presentes traços de diferentes etnias, de modo a refletir a mescla de culturas própria ao estilo do livro.

(C) a expressão “caburé insalubre” denota o determinismo biológico que norteia o livro.

(D) é irônico o trecho “para mostrar brabeza”, pois ao fim da narrativa Manuel Fulô sofre derrota na luta física.

(E) se apontam em sua fisionomia os “olhinhos de viés” para caracterizar a personagem como ingênua.

QUESTÃO ANTERIOR:
FUVEST 2020: No período “Nem mesmo comparando com outros robozinhos: tanto os que espalham informações mentirosas quanto aqueles que divulgam dados verdadeiros alcançaram o mesmo número de pessoas.”, os dois‐pontos são utilizados para introduzir uma

RESOLUÇÃO (Cursos Objetivo)
Manuel Fulô é descrito como uma personagem em que “as marcas do sangue aimoré e do gálico herdado” se misturavam, “amigavam-se”, ou seja, em que elementos de diferentes etnias se fundiam. Esse sincretismo é coerente com o estilo de Guimarães Rosa, pois se manifesta nas novelas de Sagarana a mistura de uma variedade de padrões linguísticos: regionalismos, palavras eruditas, arcaísmos e neologismos. Além disso, incorporam-se os mitos universais nesses contos regionais, ambientados no sertão de Minas Gerais.

GABARITO:
(B) estão presentes traços de diferentes etnias, de modo a refletir a mescla de culturas própria ao estilo do livro.

PRÓXIMA QUESTÃO:
- FUVEST 2020: O trecho que melhor define a “incompreensão fundamental” (L.6) referida pela autora é

QUESTÃO DISPONÍVEL EM:
Prova FUVEST 2020 com Gabarito e Resolução

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