(UNIFOR 2020) Diante das ideias contidas no texto, podemos afirmar que, para a autora,

Me chamem de velha Sugeri a uma amiga que trocasse a palavra “idosas” por “velhas” em um texto. E fui informada de que era impossível, po...
Me chamem de velha

Sugeri a uma amiga que trocasse a palavra “idosas” por “velhas” em um texto. E fui informada de que era impossível, porque as pessoas sobre as quais ela escrevia se recusavam a ser chamadas de “velhas”: só aceitavam ser “idosas”. Pensei: “roubaram a velhice”. As palavras escolhidas – e mais ainda as que escapam – dizem muito, como Freud já nos alertou há mais de um século.

Se testemunhamos uma epidemia de cirurgias plásticas na tentativa da juventude para sempre (até a morte), é óbvio esperar que a língua seja atingida pela mesma ânsia. Acho que “idoso” é uma palavra fotoshopada – ou talvez um lifting completo na palavra “velho”. E saio aqui em defesa do “velho” – a palavra e o ser /estar de um tempo que, se tivermos sorte, chegará para todos.

Desde que a juventude virou não mais uma fase da vida, mas uma vida inteira, temos convivido com essas tentativas de tungar a velhice também no idioma. Vale tudo. Asilo virou casa de repouso, como se isso mudasse o significado do que é estar apartado do mundo. Velhice virou terceira idade e, a pior de todas, “melhor idade”.

Tenho anunciado a amigos e familiares que, se alguém me disser, em um futuro não tão distante, que estou na “melhor idade”, vou romper meu pacto pessoal de não violência. O mesmo vale para o primeiro que ousar falar comigo no diminutivo, como se eu tivesse voltado a ser criança. Insuportável.
BRUM, Eliane. A menina quebrada. Porto Alegre:
Arquipélago Editorial, 2013.

(UNIFOR 2020) Diante das ideias contidas no texto, podemos afirmar que, para a autora,

(A) “melhor idade” diz bem o que é a velhice.
(B) as palavras refletem os modos de pensar.
(C) as palavras também envelhecem.
(D) idoso e velho são sinônimos.
(E) os velhos voltam a ser crianças.

QUESTÃO ANTERIOR:
(UNIFOR 2020) Estão querendo nos matar pela boca. Comer tudo o que se quer e o de que se gosta, os médicos garantem, equivale a morrer cedo, contrair doenças, suicidar-se a cada garfada.

GABARITO:
(B) as palavras refletem os modos de pensar.

PRÓXIMA QUESTÃO:
- (UNIFOR 2020) A partir da leitura do infográfico, percebe-se que a situação da população abaixo da linha da pobreza

QUESTÃO DISPONÍVEL EM:
Prova UNIFOR 2020.1 (Medicina) com Gabrito

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