Redação FMABC 2021: Diagnóstico médico na era da tecnologia

Redação FMABC 2021: Diagnóstico médico na era da tecnologia
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PROPOSTA DE REDAÇÃO

Texto 1

Duas palavras prometem mudar a forma como o paciente se relaciona com o seu médico e como este se relaciona com outros pacientes: inteligência artificial (IA). A expressão diz respeito ao uso de sistemas informatizados e de códigos computacionais para prever e imitar o comportamento humano.

Ela se refere à existência de máquinas e de programas projetados para realizar tarefas de modo automatizado e, ao mesmo tempo, racional. Isso é possível porque os algoritmos por trás desses sistemas aprendem com o tempo ao lidarem com uma massa infindável de dados. Entre erros e acertos, eles refinam seus protocolos e sua eficácia.

Na medicina, a IA tem sido celebrada por sua alta capacidade de analisar dados e por auxiliar no diagnóstico de doenças e na recomendação de tratamentos. Hoje se sabe, por exemplo, que uma máquina se comporta muito bem na leitura de exames de mamografia, saindo-se, em alguns casos, até melhor que o médico.
(Hans Fernando. “A inteligência artificial vai revolucionar a
medicina que conhecemos”. https://saude.abril.com, 21.06.2020. Adaptado.)

Texto 2

Se a IA é importante para potencializar os cuidados com a saúde, o que falta para ela estar mais difundida? Para Marcus Figueredo, doutor em informática e CEO da Hi Technologies, a resposta está nas questões éticas.

“Não basta existir um software que é melhor que o homem. Quando se vai ao médico, está se colocando a vida sob responsabilidade de outra pessoa. O software não tem esse comprometimento. Portanto, é quase uma questão filosófica, ética. É muito mais isso, em alguns campos, do que efetivamente uma questão prática”, esclarece. O especialista em informática afirma que há vantagens e desvantagens dos algoritmos em relação aos humanos.

Por um lado, as máquinas têm uma capacidade de processamento muito maior e não contam com o fator cansaço, o que faz com que os erros de diagnóstico sejam menores. Por outro lado, o humano tem uma sutileza na condução do diagnóstico que algoritmo nenhum consegue ter.

“Em uma situação hipotética, se o médico está fazendo o diagnóstico de um paciente e a opção é entre ter gripe e ter câncer, que são diagnósticos com impactos totalmente diferentes, a máquina não tem a sutileza de escolher testar a gripe antes, porque estabelecer que o paciente tem câncer não é bom”, exemplifica.
(Dimitria Coutinho. “Médico Robô? Inteligência artificial ganha
força na saúde”. https://tecnologia.ig.com.br, 15.03.2020. Adaptado.)

Texto 3

Ao analisar as possibilidades da IA no setor médico, o diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap, comenta: “hoje, existem milhares de diferentes patologias e condições genéticas, pautados por milhares de pessoas, que levam, obviamente, a uma enorme imprecisão dos tratamentos médicos — e a tecnologia veio para ajudar”. Entretanto, existem alguns cenários nos quais a IA pode dar errado e, inclusive, já apresenta alguns erros.

Uma das dificuldades para o levantamento e para o abastecimento de dados, que poderão treinar inteligências artificias, são os prontuários eletrônicos que, caso mal preenchidos, podem levar a graves erros de leitura e até a ineficiência dos sistemas. Afinal, a eficácia desses sistemas depende, diretamente, de o algoritmo ter sido bem ou mal alimentado pelos dados.
(Fidel Forato. “Como a IA está transformando a medicina
brasileira”. https://canaltech.abril.com.br, 05.02.2020. Adaptado.)

Texto 4

Diagnósticos concretos, feitos com o auxílio da inteligência artificial, demandam grandes reflexões acerca da responsabilidade legal do médico, uma vez que certamente existirão casos cujos resultados serão danosos, redundando em agravamento da doença ou até mesmo provocando o óbito. Desta maneira, surge a seguinte indagação: o médico deverá confiar fielmente no diagnóstico proposto pela IA ou agir de acordo com sua própria convicção?
(Alexandre Bonácul. “A responsabilidade civil médica nos casos da
inteligência artificial”. campograndenews.com.br, 25.04.2020. Adaptado.)

Com base nos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, escreva um texto dissertativo-argumentativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:

Diagnóstico médico na era da tecnologia: entre a responsabilidade ética do médico e os dados fornecidos pela IA

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