ENADE: O ato, então, é o fato de uma coisa existir na realidade e não da maneira pela qual dizemos que ela existe em potência

ENADE: O ato, então, é o fato de uma coisa existir na realidade e não da maneira pela qual dizemos que ela existe em potência
ENADE: O ato, então, é o fato de uma coisa existir na realidade e não da maneira pela qual dizemos que ela existe em potência (...). Com efeito, o ato é tomado ora como movimento relativamente à potência, ora como a substância relativamente a alguma matéria.
Aristóteles, Metafísica.

Considerando a citação anterior, disserte sobre as relações entre os conceitos de ato, potência, movimento e matéria na filosofia de Aristóteles.

QUESTÃO ANTERIOR:

PADRÃO DE RESPOSTA.
Esperava-se que o estudante dissertasse sobre as relações entre os conceitos de ato, potência, movimento e matéria na filosofia de Aristóteles. 

Para a análise da questão, houve a divisão em três itens, pontuados separadamente.

Item 1: descrever ato e potência; valor atribuído ao item: de 0,00 a 4,00 pontos.

Item 2: descrever concepção aristotélica de movimento; valor atribuído ao item: de 0,00 a 4,00 pontos.

Item 3: dissertar acerca de matéria e substância; valor atribuído ao item: de 0,00 a 2,00 pontos.

Os critérios de atribuição de pontos seguem o que foi descrito na questão anterior.

Resposta esperada para a questão: 

Aristóteles dá sua definição de “ato” – o que é sob certos aspectos (não se esquecer que o ser se diz de várias maneiras) –, tendo em vista sobretudo o movimento, ou seja, a passagem da potência ao ato define o movimento. Segundo o Estagirita, algo em ato se move para um outro algo também em ato (como a semente se transforma em árvore). A noção de ato serve também para qualificar as propriedades de um certo objeto e falar da existência de algo num certo momento. A matéria é o substrato no qual ocorre a mudança de propriedades. O conceito de ato possibilita, por um lado, justificar a permanência e, por outro lado, explicar (e justificar) a alteração das propriedades. O conceito de ato também será útil para definir um dos atributos de Deus, primeiro movente: ato puro, sem matéria, porque imóvel, e também o movimento do Céu, primeiro móvel. Com a definição de ato, Aristóteles admite uma realidade (mesmo que transitória) para o sensível, ausente em Platão. Com o binômio ato-potência, Aristóteles visa justificar a natureza das substâncias sensíveis. Finalmente, no ato como determinação da substância, Aristóteles aponta as diversas acepções da substância e, na substância considerada como sujeito, Aristóteles considera os seguintes sentidos: matéria, forma e sínolon – o composto de matéria e forma.

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