Redação UNIFENAS 2021.1: As consequências da sociedade do cansaço no exercício da medicina no Brasil

Redação UNIFENAS 2021.1: As consequências da sociedade do cansaço no exercício da medicina no Brasil

Redação UNIFENAS 2021.1: As consequências da sociedade do cansaço no exercício da medicina no Brasil

REDAÇÃO 1

Leia os textos abaixo:

Texto I

Há uma discussão pelo mundo afora sobre a “sociedade do cansaço”. Seu formulador principal, é um coreano que ensina filosofia em Berlim, Byung-Chul Han, cujo livro com o mesmo título acaba de ser lançado no Brasil (Vozes 2015). O pensamento nem sempre é claro e, por vezes discutível, como quando se afirma que “cansaço fundamental” é dotado de uma capacidade especial de “inspirar e fazer surgir o espírito” (cf. Byung-Chul Han, p. 73). Independentemente das teorizações, vivemos numa sociedade do cansaço. No Brasil além do cansaço sofremos um desânimo e um abatimento atroz.
 
Consideremos, em primeiro lugar, a sociedade do cansaço. Efetivamente, a aceleração do processo histórico e a multiplicação de sons, de mensagens, o exagero de estímulos e comunicações, especialmente pelo marketing comercial, pelos celulares com todos os seus aplicativos, a superinformação que nos chega pelas mídias sociais, nos produzem, dizem estes autores, doenças neuronais: causam depressão, dificuldade de atenção e uma síndrome de hiperatividade.
 
Efetivamente, chegamos ao fim do dia estressados e desvitalizados. Nem dormimos direito, desmaiamos.
 
Acresce ainda o ritmo do produtivismo neoliberal que se está impondo aos trabalhadores no mundo inteiro. Especialmente o estilo norte americano que cobra de todos o maior desempenho possível. Isso é regra geral também entre nós. Tal cobrança desequilibra emocionalmente as pessoas, gerando irritabilidade e ansiedade permanente. O número de suicídios é assustador. Ressuscitou-se, como já referi nesta coluna, o dito da revolução de 68 do século passado, agora radicalizado. Então se dizia: “metrô, trabalho, cama”. Agora se diz: “metrô, trabalho, túmulo”. Quer dizer: doenças letais, perda do sentido de vida e verdadeiros infartos psíquicos.
 
Disponível em: https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/A-sociedade-do-cansaco-e-do-abatimentosocial/4/35276 acesso em 17-05-2020

Texto II

A expressão burnout foi criada na década de 70 por profissionais que lidavam com dependentes químicos e que começaram a apresentar algumas características. Hoje podemos entender esse termo como um estado de exaustão associado à vida profissional, geralmente em consequência de altos níveis de estresse. As três características centrais são: exaustão emocional, despersonalização ou cinismo e diminuição da realização pessoal ou eficácia no trabalho.

Vamos entender um pouco melhor cada uma dessas características?

A exaustão emocional é mais fácil de ser compreendida. Pode estar relacionada ao excesso de trabalho, excesso de tensão ou à sensação de que não há nada mais a ser feito. Em alguns isso pode levar a uma incapacidade de demonstrar compaixão.

Já a despersonalização ou cinismo ocorre quando os profissionais começam a se tornar insensíveis em relação aos outros, no caso, aos pacientes. Há uma indiferença, um distanciamento do trabalho e uma relação de desapego na relação com o paciente, podendo chegar a uma “objetificação”. O que isso significa? Significa, por exemplo, reduzir o paciente ao seu diagnóstico. Então ao invés de se referir à paciente X internada por causa de um quadro de depressão, pode-se referir a ela como “aquela deprimida”. Obviamente isso tem consequências negativas nas questões profissionais e, portanto, um distanciamento do trabalho.

Por último, a eficácia no trabalho ou a baixa realização pessoal. Pode envolver a sensação de ser incompetente, ineficiente, sensação de perda do controle, perda da satisfação com a profissão ou asensação de ser incapaz para realizar o trabalho.

Além dessas características centrais, o profissional com burnout pode achar que faz mais trabalho do que os outros, que a divisão de tarefas é injusta ou que os seus esforços não são reconhecidos. Também podem aparecer sintomas como dor inespecífica, sentimento de falta de sentido, apatia e diminuição da capacidade de atenção. Os médicos com burnout geralmente vivem conflitos entre avida pessoal e a profissional, o que só agrava a situação. E ainda podem surgir comorbidades como os transtornos ansiosos, de somatização e transtornos de humor.

Disponível em: https://pebmed.com.br/burnout-e-a-saude-mental-dos-medicos/ acesso em 17-05-2020

Texto III

unifenas

A partir da leitura dos textos motivadores e dos conhecimentos adquiridos ao longo da sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema:

As consequências da sociedade do cansaço no exercício da medicina no Brasil

Recomendações:

. Empregue, preferentemente, a terceira pessoa.

. Faça, no mínimo, quatro parágrafos simétricos (com mais ou menos seis linhas cada).

. Dê à redação um título (centralizado) breve e sugestivo, deixando uma linha entre ele e o corpo do texto.

. Evite subordinação excessiva (prefira períodos curtos).

Obs.: Caso não contenha uma tese, sua redação será desconsiderada.

REDAÇÃO 2

(...)

 Ficamos um longo tempo discutindo a questão dos médicos (e da Medicina no Brasil) e, de maneira abrupta, como é de seu costume, Tio Marco Antônio, com gestos largos, emendou outra questão, dizendo:

 - Mudando de pato pra ganso, e a situação ambiental do nosso planeta, hein?

Antes que eu tentasse esboçar alguma resposta, meu amigo abriu o jornal, que até então estivera sob a sua axila esquerda, e exibiu-me uma de suas páginas em que se destacava a imagem de uma antiga campanha publicitária do Greenpeace, conhecida organização não governamental. Tratava-se da reprodução de uma das cenas de seca ocorrida na Amazônia em 2005. 

Eu já conhecia a peça, mas, para agradar a Tio Marco Antônio, compartilhei com ele seu grau de indignação. Creio que minha reação o tornou ainda mais veemente:

- Meu caro, não tenha dúvida, nosso planeta está com os dias contados. Vai virar um deserto! Não me deixou nem mesmo emitir uma só palavra. Emendou (e aí já beirava a apoplexia):

- Veja bem! Não estou falando apenas da Amazônia! É da Terra inteira! Se eu fosse o pessoal do Greenpeace ,colocaria uma placa igual a esta em todos os cantos do mundo!!!
(...)

(Ricardo Sant’Anna – Anotações de um asno asmático – inédito)

Após examinar a imagem referida pela personagem, elabore uma dissertação de cunho dissertativo que constitua uma reflexão sobre o texto que nela aparece. Associe-o à seguinte frase de Tio Marco Antônio: Nosso planeta está com os dias contados. Vai virar um deserto!. Você não precisa, necessariamente, concordar com ele. Mas precisa fundamentar sua argumentação.

unifenas

Recomendações:

. Empregue, preferentemente, a terceira pessoa.

. Faça, no mínimo, quatro parágrafos simétricos (com mais ou menos seis linhas cada).

. Dê à redação um título (centralizado) breve e sugestivo, deixando uma linha entre ele e o corpo do texto.

. Evite subordinação excessiva (prefira períodos curtos).

Obs.: Caso não contenha uma tese, sua redação será desconsiderada.

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