Enfim, eu tentava ver como um acontecimento se faz e se desfaz, já que, afinal, ele só existe pelo que dele se diz, pois é fabricado por aqueles que difundem a sua notoriedade

ENADE: Enfim, eu tentava ver como um acontecimento se faz e se desfaz, já que, afinal, ele só existe pelo que dele se diz, pois é fabricado por aqueles que difundem a sua notoriedade. Esbocei, pois, a história da lembrança de Bouvines, de sua deformação progressiva, pelo jogo, raramente inocente, da memória e do esquecimento.
DUBY, Georges. O domingo de Bouvines.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993. p.11-12.

Neste trecho, o historiador Georges Duby comenta a natureza de um acontecimento histórico, a Batalha de Bouvines, entre a França e o Sacro-Império, em 1214.

Ao analisar a construção da memória deste acontecimento, Duby relaciona história e memória, considerando que a história

(A) confunde-se com a memória, e uma acaba por se apresentar como o reflexo da outra.

(B) produz os acontecimentos quando eles são preservados pela memória, sem o registro dos historiadores.

(C) previne-se, por ser científica, das oscilações entre a lembrança e o esquecimento, garantindo sua neutralidade.

(D) expressa, muitas vezes, o movimento que envolve os acontecimentos, conforme são lembrados ou esquecidos.

(E) caracteriza-se, quando baseada na memória, pela deformação da verdade.

QUESTÃO ANTERIOR:

GABARITO:
(D) expressa, muitas vezes, o movimento que envolve os acontecimentos, conforme são lembrados ou esquecidos.

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