Quando, então, dizemos “Deus”, parecemos, certamente, designar uma substância, mas aquela que é para além da substância

 ENADE - QUESTÃO 24

Quando, então, dizemos “Deus”, parecemos, certamente, designar uma substância, mas aquela que é para além da substância; quando, porém, dizemos “justo”, designamos, certamente, uma qualidade, mas não como acidente, e, sim, como aquela qualidade que é substância e, entretanto, é para além da substância: então, para Deus, o que ele é não é outro que o ser justo; é o mesmo, para Deus, ser e ser justo. Assim, também, quando se diz “grande” ou “máximo”, parecemos designar, certamente, uma quantidade, mas aquela quantidade que é a própria substância, tal como a dissemos ser para além da substância: o mesmo, com efeito, é para Deus, ser e ser grande. Sobre a sua forma (...), visto ele ser forma e uno verdadeiramente, não há, então, nenhuma pluralidade.
Boécio. A Santa Trindade. São Paulo: Martins Fontes.

Considerando esse texto e a concepção de Deus em Boécio, assinale a opção correta.

A) É possível aplicar a categoria de qualidade, do mesmo modo, a Deus e ao homem.

B) Não havendo em Deus nenhuma pluralidade, é impossível que ele seja, ao mesmo tempo, justo e grande.

C) Em Deus, ser e ser justo constitui uma unidade, porém, em tal unidade não pode ser incluída a grandeza.

D) Dada a singularidade de “Deus”, dele se pode dizer que há unidade entre ser, ser grande e ser justo.

E) Se Deus é “grande” e “máximo”, então, o homem só pode ser “pequeno” e “mínimo”.

QUESTÃO ANTERIOR:

GABARITO:
D) Dada a singularidade de “Deus”, dele se pode dizer que há unidade entre ser, ser grande e ser justo.

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