No primeiro parágrafo do texto 1A2-I, no trecho “Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível

No primeiro parágrafo do texto 1A2-I, no trecho “Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível
Texto 1A2-I 

Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura.

A literatura aparece como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem  que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em  contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos  sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e  quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado.

Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem  mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura  concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder  a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja  satisfação constitui um direito. 

A literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto,  assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho  durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura.

Desse modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo  assim, confirma o homem na sua humanidade. Humanização é o  processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor.

A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade, na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos à  natureza, à sociedade e ao semelhante. A literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob a pena de  mutilar a personalidade, porque, pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo, ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. A fruição da arte e da literatura, em todas modalidades e em todos os níveis, é um direito  inalienável.

Antonio Candido. O direito à literatura. In: Vários escritos.  5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre o azul, 2011 (com adaptações).

CEBRASPE 2021 - QUESTÃO 13
No primeiro parágrafo do texto 1A2-I, no trecho “Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura”, o autor apresenta uma 

A. argumentação. 

B. concepção. 

C. explicação. 

D. delimitação. 

E. explanação.

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RESOLUÇÃO:
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GABARITO:
B. concepção.

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