Redação UNIFESP 2014: Programa de espionagem norte-americano: autoproteção ou violação dos direitos das outras nações?

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Redação UNIFESP 2014: Programa de espionagem norte-americano: autoproteção ou violação dos direitos das outras nações?

Redação

Texto I

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Texto 2

O secretário de Estado americano, John Kerry, defendeu o programa de espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA) na segunda-feira [12.08.2013] e minimizou o seu impacto sobre os esforços dos Estados Unidos em aprofundar as relações com o Brasil e a Colômbia, os dois principais aliados na América Latina.

Kerry tentou minimizar a informação de que cidadãos da Colômbia, México, Brasil e outros países estão entre os alvos da grande operação da NSA para monitorar ligações telefônicas e de internet em todo o mundo. O fato foi divulgado pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden.

“Tudo o que aconteceu respeitou a Constituição e as leis. O presidente Obama deu grandes passos nos últimos dias para tranquilizar as pessoas sobre as suas intenções na América Latina”, explicou Kerry.
(www.estadao.com.br)

Texto 3

Uma ilegalidade inadmissível, que provocou indignação e repúdio.

Essas foram algumas das fortes expressões que a presidente Dilma Rousseff usou ontem [24.09.2013] ao abrir a Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, para definir a sua reação às denúncias de que ela e a Petrobras foram alvos prioritários da espionagem dos EUA.

Dilma, que há uma semana cancelou a visita que faria ao colega americano, Barack Obama, disse que o esquema da NSA afronta a comunidade internacional.

“Estamos diante de um caso grave de violação dos direitos humanos e das liberdades civis”, disse. Para ela, “imiscuir-se dessa forma na vida de outros países fere o direito internacional e afronta os princípios que devem reger as relações entre eles, sobretudo entre nações amigas”.
(www.folha.uol.com.br. Adaptado.)

Texto 4

Após as novas revelações de que o celular da chanceler alemã, Angela Merkel, teria sido espionado pelos EUA, o diretor da inteligência nacional americana, James Clapper, defendeu a espionagem de líderes estrangeiros.

“Conhecer as intenções dos líderes é uma espécie de princípio básico do que nós coletamos e analisamos”, declarou Clapper, que chefia as agências responsáveis por esse tipo de ação nos EUA.

O diretor, que depôs nesta terça-feira [29.10.2013] no Comitê de Inteligência da Câmara americana, afirmou, porém, que a ação da NSA não é indiscriminada.

Segundo Clapper, países aliados, incluindo integrantes da União Europeia, também espionaram os EUA.
(www.folha.uol.com.br)

Texto 5

Estadistas são adeptos da Realpolitik e, portanto, sabem diferenciar o real da ilusão. No entanto, “vendem”, nos jornais, que é possível viver num mundo altamente competitivo sem espionagem de países contra países. Fica-se com a impressão de que, sob pressão, os Estados Unidos vão parar de monitorar estadistas dos países mais importantes tanto do ponto de vista da economia quanto da geopolítica. Não vão. Podem até sofisticar a espionagem, quem sabe tornando-a mais acadêmica – com amplos estudos em vários campos, inclusive, como já fizeram outras vezes, da antropologia –, mas deixá-la de lado é uma impossibilidade lógica. Países poderosos, mas não só os imperiais, habilitam algumas de suas “táticas” e “estratégias” a partir de informações obtidas, pública ou secretamente, de outras nações.

Enganam-se, portanto, aqueles que, induzidos por aquilo que se lê na imprensa, acreditam que, um dia, os Estados Unidos vão deixar de espionar. Um realista absoluto como Barack Obama – que só iludiu aqueles que queriam ser iludidos, porque, em política, não se ilude ninguém que consegue refletir ao menos por alguns momentos – sabe que, para manter seu país no topo, precisa ter informações privilegiadas. Por isso, vai fazer o impossível para colhê-las onde julgar necessário. (www.jornalopcao.com.br)

Levando em consideração os diferentes pontos de vista apresentados pelos textos e seus próprios conhecimentos, escreva uma dissertação, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:

Programa de espionagem norte-americano: autoproteção ou violação dos direitos das outras nações?

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