Redação Unitins 2021: O ativista e sua ação na sociedade contemporânea

Redação Unitins 2021: O ativista e sua ação na sociedade contemporânea TEXTOS DE APOIO Texto 1 Quem é Greta Thunberg A ativista sueca Greta ...

Redação Unitins 2021: O ativista e sua ação na sociedade contemporânea

TEXTOS DE APOIO

Texto 1
Quem é Greta Thunberg

A ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, é considerada a inspiradora de um movimento de estudantes. Leia alguns destaques de sua trajetória:

Trajetória em 7 tópicos

1. Greta conta que, aos 8 anos, na escola, ouviu falar pela 1ª vez sobre aquecimento global e disse ter ficado assustada com a falta de ação dos adultos.

2. Ela conta que o temor em relação ao meio ambiente foi um dos fatores em um período depressivo, no qual deixou de ir à escola por um tempo.

3. Aos 11 anos, ela foi diagnosticada com Asperger, um tipo de autismo. Ela diz que essa condição é chave em seu modo de agir e interpretar o mundo.

4. Depois de pesquisar e convencer os pais sobre a crise climática, a estudante começou, em 2018, a deixar de ir às aulas nas sextas-feiras para protestar.

5. O ato solitário ganhou apoio nas redes sociais e foi seguido pelo mundo sob o nome de “Fridays For Future”.

6. Indicada ao Prêmio Nobel da Paz, Greta já discursou em eventos internacionais como na COP24, na Conferência do Clima da ONU e no Fórum Econômico Mundial. Ela diz que escreve seus próprios discursos, mas consulta especialistas em clima e ouve a opinião de outras pessoas antes de apresentá-los, publicamente.

7. Ato da sexta-feira, 20 de setembro de 2019, foi a terceira greve global e a 57ª sexta-feira em que Greta faltou às aulas para protestar.

Os atuais protestos começaram em agosto de 2018. Na época, a adolescente de trancinhas tinha 15 anos e resolveu faltar à escola e protestar, sozinha, em frente ao Parlamento sueco contra a crise climática. E isso se repetiu durante mais de um ano.
Disponível em: https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/09/20/quem-e-greta-thunberg-a-jovem-ativista-que-esta-por-tras-da-greve-global-pelo-clima.ghtml. Acesso em: 02 ago. 2021. (Adaptado).

Texto 2
Ativismo transformador

O diretor do The New York Times, Adam Ellick, que dirigiu o filme Malala’s Story e foi o responsável pela revelação da fabulosa história da garota paquistanesa, a quem conheceu em 2009, quando ela tinha 11 anos e mantinha um diário anônimo em língua urdu, na rádio BBC. No diário, ela relatava o medo que sentia em estudar em meio ao domínio Talibã e reivindicava que as meninas do país tivessem mais acesso à educação.

Malala, que acaba de obter seu diploma de Filosofia, política e economia, na Universidade de Oxford, tem a legitimidade daqueles que viveram o sofrimento na pele. Três anos depois da veiculação de seu diário, ela levou um tiro na cabeça, quando saía da escola. Conseguiu sobreviver sem sequelas e, em 2014, já refugiada na Inglaterra, seu rosto foi para a capa da revista Time e ela tornou-se a pessoa mais jovem a ganhar um Prêmio Nobel. “Esse prêmio não é somente para mim. É para as crianças esquecidas que querem educação. É para as crianças assustadas que querem paz. É para aquelas crianças que não têm voz”, afirmou. Desde então, ela comanda a Fundação Malala, que apoia projetos de inclusão educacional em países em desenvolvimento.
Revista “Isto é”, Editora Três: 5 ago/2020 – ano 43 – Nº 2638, pp. 41 e 42 (Adaptado).

Texto 3

Revista “Isto é”, Editora Três, 5 ago/2020 – ano 43 – Nº 2638, p. 41.
Revista “Isto é”, Editora Três, 5 ago/2020 – ano 43 – Nº 2638, p. 41.

Texto 4
O ativista é um chato com causa?

O programa “Linhas Cruzadas”, do dia 17 de junho de 2021, problematizou a questão do ativismo. Thaís Oyama e Luiz Felipe Pondé conversaram sobre a personalidade daquele indivíduo que incorpora uma causa da humanidade: o ativista. O filósofo e a jornalista exploraram o perfil dos ativistas fanáticos e buscaram compreender a diferença entre defender uma causa e torná-la banal - algo que acontece, principalmente, quando uma empresa começa a comercializar um movimento. 

Pondé descreveu o ativista fanático como uma pessoa de classe média-alta que se leva muito a sério; monotemático; que acha que pode “jogar” regras na cara das outras pessoas o tempo todo e que pensa que entendeu algo sobre o mundo que ninguém mais entendeu. 

Thaís Oyama resumiu o perfil desse ativista como alguém que:

- se ofende facilmente;
- sua “causa” é seu único assunto;
- um dos seus palcos favoritos é o almoço de domingo (que ele quase sempre estraga);
- quem discorda dele vira inimigo; e
- o bom humor não é sua maior qualidade.

Pondé pontuou que, atualmente, o marketing de empresas de sucesso tem “seu ativista” e significa que, na ponta do consumo, isso é um grande negócio, é um nicho de mercado.
Adaptado do programa Linhas cruzadas, TV Cultura. Disponível em: youtube.com/watch?v=OnDdY6sjz6E. Acesso em: 05 jul. 2021.

Texto 5
Pedido de retirada de estátuas em SP

Quem estiver no estado de São Paulo e se pegar olhando, no meio de uma praça, uma estátua em bronze de uma figura humana que mira o horizonte, de cerca de três metros, provavelmente verá um bandeirante.

O personagem foi usado na primeira metade do século IX para construir a memória da cidade como origem e ideal de progresso.

Mas, parte da população enxerga nesses monumentos uma série de violências cometidas desde 1500 contra, sobretudo, povos indígenas e a população negra.

Para Pedro Alves, “São Paulo tem a história feita em camadas de concreto, passando e apagando”. Ele conduz o projeto Cartografia Negra, junto com Carolina Piai e Raissa Albano de Oliveira.

Antes da pandemia, eles realizavam passeios pelo centro da cidade para contar a história desses locais e também passar por estátuas como a de Luiz Gama, referência negra do movimento pelo fim da escravidão, ou de Zumbi dos Palmares. O projeto nasceu da inquietação de não se reconhecer no centro de São Paulo e de se perguntar qual o lugar do negro na narrativa paulista. O grupo defende a derrubada das estátuas como processo de afirmação de uma história plural e de inserção das narrativas negra e indígena.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/06/pedido-de-retirada-de-estatuas-em-sp-traz-debate-sobre-apagao-historico.shtml. Acesso em: 10 ago. 2021.

Com base nas informações dos textos apresentados e em seus próprios conhecimentos, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema 1 ou 2.

Tema 1: O ativista e sua ação na sociedade contemporânea 

Tema 2: O ativismo como bandeira de auto-promoção social

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