UNESP 2022: O “divórcio” entre o homem comum e o filósofo, segundo o autor, ocorre em função da

As certezas do homem comum, as verdades comuns da experiência cotidiana, os filósofos vivem-nas, por certo, e não as negam, enquanto homens....
As certezas do homem comum, as verdades comuns da experiência cotidiana, os filósofos vivem-nas, por certo, e não as negam, enquanto homens. Mas, enquanto filósofos, não as assumem. Nesse sentido em que as desqualificam, pode-se dizer que as recusam. Desqualificação teórica, recusa filosófica, empreendidas em nome da racionalidade que postulam para a filosofia. Assim é que boa parte das filosofias opta por esquecer “metodologicamente” a visão comum do Mundo, recusando-se a integrá-la ao seu saber racional e teórico.

Não podendo furtar-se, enquanto homens, à experiência do Mundo, não o reconhecem como filósofos. O Mundo não é, para eles, o universo reconhecido de seus discursos. Desconsiderando filosoficamente as verdades cotidianas, o bom senso, o senso comum, instauram de fato o dualismo do prático e do teórico, da vida e da razão filosófica. Instauram, consciente e propositadamente, o divórcio entre o homem comum que são e o filósofo que querem ser.
(Oswaldo Porchat Pereira. Rumo ao ceticismo, 2007. Adaptado.)

UNESP 2022: O “divórcio” entre o homem comum e o filósofo, segundo o autor, ocorre em função da

(A) negação do homem comum em entender a realidade.

(B) restrição do saber comum no fazer filosófico.

(C) diferença de mundos que buscam compreender.

(D) falta de correspondência factual do saber comum.

(E) proposição de respostas necessariamente divergentes.

QUESTÃO ANTERIOR:

RESOLUÇÃO (Cursos Objetivo):
Os limites encontrados nas “verdades” ditas do senso comum não podem por certo ser a base que guia o pensamento filosófico, mais investigativo, crítico e reflexivo. Para tal, o autor do texto em análise não dá aos filósofos o caráter de negação absoluta no saber comum, mas sim de ver nesse uma realidade de certeza mais restrita e pouco palpável, havendo aí o “divórcio”, pedido pelo enunciado da questão, entre um saber e outro.

GABARITO:
(B) restrição do saber comum no fazer filosófico.

PRÓXIMA QUESTÃO:

QUESTÃO DISPONÍVEL EM:

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