Considere as seguintes substituições propostas para diferentes trechos do texto:

Texto para as questões de 68 a 70 Vivendo e... Eu sabia fazer pipa e hoje não sei mais. Duvido que se hoje pegasse uma bola de gude consegui...
Texto para as questões de 68 a 70

Vivendo e...

Eu sabia fazer pipa e hoje não sei mais. Duvido que se hoje pegasse uma bola de gude conseguisse equilibrá-la na dobra do dedo indicador sobre a unha do polegar, quanto mais jogá-la com a precisão que tinha quando era garoto. (...) Juntando-se as duas mãos de um determinado jeito, com os polegares para dentro, e assoprando pelo buraquinho, tirava-se um silvo bonito que inclusive variava de tom conforme o posicionamento das mãos. 

Hoje não sei mais que jeito é esse. Eu sabia a fórmula de fazer cola caseira. Algo envolvendo farinha e água e muita confusão na cozinha, de onde éramos expulsos sob ameaças. Hoje não sei mais. A gente começava a contar depois de ver um relâmpago e o número a que chegasse quando ouvia a trovoada, multiplicado por outro número, dava a distância exata do relâmpago. Não me lembro mais dos números. (...) 

Lembro o orgulho com que consegui, pela primeira vez, cuspir corretamente pelo espaço adequado entre os dentes de cima e a ponta da língua de modo que o cuspe ganhasse distância e pudesse ser mirado. Com prática, conseguia-se controlar a trajetória elíptica da cusparada com uma mínima margem de erro. Era puro instinto. Hoje o mesmo feito requereria complicados cálculos de balística, e eu provavelmente só acertaria a frente da minha camisa. Outra habilidade perdida.

Na verdade, deve-se revisar aquela antiga frase. É vivendo e .................... . Não falo daquelas coisas que deixamos de fazer porque não temos mais as condições físicas e a coragem de antigamente, como subir em bonde andando – mesmo porque não há mais bondes andando. Falo da sabedoria desperdiçada, das artes que nos abandonaram. Algumas até úteis. Quem nunca desejou ainda ter o cuspe certeiro de garoto para acertar em algum alvo contemporâneo, bem no olho, e depois sair correndo? Eu já.
Luís F. Veríssimo, Comédias para se ler na escola.

FUVEST 2013 - QUESTÃO 70
Considere as seguintes substituições propostas para diferentes trechos do texto:

I. “o número a que chegasse” (L. 14-15) = o número a que alcançasse.

II. “Lembro o orgulho” (L. 18) = Recordo-me do orgulho.

III. “coisas que deixamos de fazer” (L. 28-29) = coisas que nos descartamos.

IV. “não há mais bondes” (L. 31) = não existe mais bondes.

A correção gramatical está preservada apenas no que foi proposto em

a) I.

b) II.

c) III.

d) II e IV.

e) I, III e IV.

QUESTÃO ANTERIOR:

GABARITO:
b) II.

RESOLUÇÃO:
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QUESTÃO DISPONÍVEL EM:

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