Como jurisconsulto, não pretendo tratar da natureza da servidão, nem da qualidade do domínio que o homem adquire sobre seu semelhante

UNESP 2023 - QUESTÃO 35 Como jurisconsulto, não pretendo tratar da natureza da servidão, nem da qualidade do domínio que o homem adquire sob...
UNESP 2023 - QUESTÃO 35
Como jurisconsulto, não pretendo tratar da natureza da servidão, nem da qualidade do domínio que o homem adquire sobre seu semelhante. Pretendo defender os nossos colonos da reprovação, que muitas pessoas, mais piedosas que sábias, lhes fazem, afirmando que eles tratam cristãos como escravos, comprando-os, vendendo-os e deles dispondo em territórios regidos pelas leis da França, um país que abomina a servidão acima de todas as nações do mundo. Todos os escravos que desembarcam na França recuperam felizmente a liberdade perdida.
(Jean-Baptiste Du Tertre. Apud: Rafael de Bivar Marquese.
Feitores do corpo, missionários da mente: Senhores, letrados e o
controle dos escravos nas Américas, 1660-1860, 2004. Adaptado.)

O excerto, publicado na década de 1660 por um padre dominicano após ter vivido quase duas décadas em colônias francesas na América,

(A) propõe conjugar a fé com a razão e aplica os princípios da escolástica à análise da condição dos escravos.

(B) confirma a predominância dos valores morais cristãos como baliza para a definição da política colonial.

(C) reproduz princípios do pensamento de Voltaire e sustenta o valor universal da liberdade de natureza. 

(D) estabelece uma diferenciação entre o respeito à liberdade no território francês e nas possessões coloniais.

(E) endossa a crítica de Rousseau às desigualdades de origem e defende a abolição da escravidão em todo o império francês. 

QUESTÃO ANTERIOR:

RESOLUÇÃO (Cursos Objetivo):
Nas áreas coloniais da América francesa havia uma legislação garantindo a exploração da mão de obra escrava. Contudo, na metrópole, as leis proibiam a escravidão. O excerto procura ressaltar a diferença entre os dois espaços, ao mesmo tempo que justifica a instituição do escravismo opondo-se às críticas europeias a esta prática.

GABARITO:
(D) estabelece uma diferenciação entre o respeito à liberdade no território francês e nas possessões coloniais.

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