Num texto bem estruturado, com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas e cinquenta palavras

EXAME NACIONAL Num texto bem estruturado, com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas e cinquenta palavras, faça a apreciação crítica...
EXAME NACIONAL
Num texto bem estruturado, com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas e cinquenta palavras, faça a apreciação crítica da pintura A Engomadeira, da autoria de José de Almada Negreiros.

O seu texto deve incluir:
– a descrição da imagem apresentada, destacando elementos significativos da sua composição;
– um comentário crítico, fundamentando a sua apreciação em, pelo menos, três aspetos relevantes e utilizando um discurso valorativo.

Num texto bem estruturado, com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas e cinquenta palavras, faça a apreciação crítica da pintura A Engomadeira, da autoria de José de Almada Negreiros.

Observações:
1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (ex.: /dir-se-ia/). Qualquer número conta como uma única palavra, independentemente do número de algarismos que o constituam (ex.: /2021/).
2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – entre duzentas e trezentas e cinquenta palavras –, há que atender ao seguinte:
− um desvio dos limites de extensão indicados implica uma desvalorização parcial (até 5 pontos) do texto produzido; 
− um texto com extensão inferior a oitenta palavras é classificado com zero pontos.

SOLUÇÃO:
Almada Negreiros, na pintura A engomadeira, apresenta, de forma plena de sentidos, a atenção pela figura humana, que é trabalhadora e, ao mesmo tempo, sofredora, tal como já Cesário nos pintara nos seus versos de «O Sentimento dum Ocidental». 

Encaixada num fundo de tons escuros, a figura humana toma o lugar central. Atrás de si predomina uma parede escura timidamente rasgada por uma janela tripartida em caixilhos através da qual entram alguns raios de sol e se instalam sobre a mesa de trabalho. 

Por cima, do lado esquerdo, paira uma gaiola com um pássaro aprisionado. Num lance de olhar, perceciona-se um destino idêntico entre pessoa e animal: duas vidas prisioneiras.

Numa linha contínua, do vulto feminino irrompem gestos e movimento que se ligam à sua atividade profissional e à qual está presa, pelas mãos. O ferro de engomar dá-lhe a identidade: a engomadeira. Não tem nome próprio, apenas profissão (é esse o seu ser!)

O rosto caído sobre a mesa de engomar expressa, de forma evidente, a sua condição: uma vida de trabalho, de solidão, de sofrimento.
Através deste retrato, Almada Negreiros faz uso de um magistral traço contínuo, emprestando formas vincadas à figura humana que a evidenciam na sua condição profissional. 
Pressente-se um presente de mágoa e duradouro que, associado à paleta de cores, limita a esperança que a cor verde da camisola poderia intuir. 

Tal como Cesário, Almada Negreiros também pinta com o seu olhar “poético”, mas realista, aqueles que trabalham, mas que se tornam prisioneiros dessa condição. Tal como as varinas, a engomadeira também não tem nome próprio. É aquilo que faz!

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