Tal como no excerto do conto que acabou de ler o narrador repara na figura do «padeiro» que distribui «pão fresco»

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EXAME NACIONAL - QUESTÃO 07
Tal como no excerto do conto que acabou de ler o narrador repara na figura do «padeiro» que distribui «pão fresco», também no poema «O Sentimento dum Ocidental», de Cesário Verde, o olhar do sujeito poético se detém, frequentemente, naqueles que trabalham.

Escreva uma breve exposição sobre a «Dor humana» sentida por aqueles que trabalham, no poema «O Sentimento dum Ocidental».

A sua exposição deve incluir:
•  uma introdução ao tema;
•  um desenvolvimento no qual refira de que modo duas das personagens observadas pelo sujeito poético comprovam o sofrimento daqueles que trabalham;
•  uma conclusão adequada ao desenvolvimento do tema.

SOLUÇÃO:
O narrador do excerto do conto apresenta-nos, de forma relativamente fugaz, um «padeiro» que distribui «pão fresco». Esta figura surge numa altura em que a cidade está adormecida, deslocando-se de casa em casa, depois de uma noite certamente trabalhosa, levando as encomendas de pão a quem desperta para um dia de descanso (domingo).

Esta atenção a uma classe trabalhadora faz lembrar o olhar do sujeito poético presente em «O Sentimento dum Ocidental», da autoria de Cesário Verde. Neste poema, são facilmente percecionáveis figuras que são observadas pelo sujeito poético e dessa observação se percebe o sofrimento daqueles que trabalham (ou trabalharam), como é o caso paradigmático das varinas e do velho professor de Latim. 

Com efeito, as varinas trabalham todo o dia descalças nas descargas de carvão, transportam os filhos nas canastras. Esta vivência é agravada pela descrição dos locais onde vivem, bairros periféricos e sem condições sanitárias, onde proliferam as infeções. Representam, desta forma, o trabalho difícil e a vida degradante a que está sujeita grande parte da população de Lisboa.

O velho professor de Latim, que no passado instruiu as classes mais favorecidas da cidade, é apresentado de forma decrépita, depois de uma longa vida de trabalho. Pedindo esmola pela cidade, quererá o sujeito poético evidenciar a inexistência de apoio na velhice a quem dedicou a vida ao trabalho.

Em suma, a figura de um padeiro a trabalhar num domingo de manhã evoca figuras de uma mesma cidade, mas trazidas à mente pelo génio deambulante de Cesário Verde. O seu olhar mostra-nos, de forma magistral, o trabalho árduo a que se sujeitam algumas classes sociais, sem que tenham hipóteses de uma sobrevivência digna.

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