De acordo com o texto, o uso de "colaborador” no lugar de “trabalhador”, no campo das relações de trabalho, indica

TEXTO PARA AS QUESTÕES 05 E 06 Luc Boltanski e Ève Chiapello demonstram com clareza e sagacidade a capacidade antropofágica do capitalismo f...
TEXTO PARA AS QUESTÕES 05 E 06

Luc Boltanski e Ève Chiapello demonstram com clareza e sagacidade a capacidade antropofágica do capitalismo financeiro que “engole” a linguagem do protesto e da libertação para transformá-la e utilizá-la para legitimar a dominação social e política a partir do próprio mercado. 

Na dimensão do mundo do trabalho, por exemplo, todo um novo vocabulário teve que ser inventado para escamotear as novas transformações e melhor oprimir o trabalhador. Com essa linguagem aparentemente libertadora, passa-se a impressão de que o ambiente de trabalho melhorou e o trabalhador se emancipou. 

Assim houve um esforço dirigido para transformar o trabalhador em "colaborador", para eufemizar e esconder a consciência de sua superexploração; tenta-se também exaltar os supostos valores de liderança para possibilitar que, a partir de agora, o próprio funcionário, não mais o patrão, passe a controlar e vigiar o colega de trabalho. Ou, ainda, há a intenção de difundir a cultura do empreendedorismo, segundo a qual todo mundo pode ser empresário de si mesmo. E, o mais importante, se ele falhar nessa empreitada, a culpa é apenas dele. É necessário sempre culpar individualmente a vítima pelo fracasso socialmente construído. 
SOUZA, Jessé. Como o racismo criou o Brasil.
Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2021.

FUVEST 2023 - QUESTÃO 05
De acordo com o texto, o uso de "colaborador” no lugar de “trabalhador”, no campo das relações de trabalho, indica

(A) o apagamento da linguagem de reivindicação e a falsa ideia de um trabalhador fortalecido.

(B) a valorização do trabalhador vigiado pelo Estado nas tradicionais relações empregatícias. 

(C) a difusão da cultura da meritocracia, que fortalece as relações do trabalhador com o Estado. 

(D) a consciência do patrão que rejeita a cultura do neoliberalismo. 

(E) o impedimento de o trabalhador investir na prática do empreendedorismo.

RESOLUÇÃO (Curso ETAPA):
O esforço de alteração da linguagem visa reforçar uma perspectiva ideológica que nega o conceito de luta de classes.

GABARITO:
(A) o apagamento da linguagem de reivindicação e a falsa ideia de um trabalhador fortalecido.

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