UNICAMP 2023: A palavra aporofobia, ainda não dicionarizada, é definida pela Academia Brasileira de Letras como

UNICAMP 2023:  A palavra  aporofobia , ainda não dicionarizada, é definida pela Academia Brasileira de Letras como: s.f. repúdio, aversão ou...
UNICAMP 2023: A palavra aporofobia, ainda não dicionarizada, é definida pela Academia Brasileira de Letras como:

s.f. repúdio, aversão ou desprezo pelos pobres ou desfavorecidos; hostilidade para com pessoas em situação de pobreza ou miséria.
[Do grego á-poros, ‘pobre, desamparado, sem recursos’ + -fobia.]
(Disponível em https://www.academia.org.br/nossa-lingua/
nova-palavra/aporofobia. Acesso em 08/09/2022.)

Atualmente, a palavra tem sido usada para denunciar não só atitudes individuais, mas também arquiteturas, discursos e movimentos que expressem aversão aos mais pobres. Quando essa luta se espalhou pelas redes sociais, o Padre Júlio Lancellotti passou a usar o termo em suas falas e a receber imagens de situações aporofóbicas, trazendo luz a um debate até então invisível. Padre Júlio cita um exemplo: “Se o Gil do Vigor sentar lá na porta da vitrine de um shopping, alguém vai chamar a polícia para tirá-lo? Não, mas se for um catador de papel, ele nem vai entrar no shopping. O Gil é negro e o catador é negro. Por que um pode sentar e outro não?”
(Adaptado de BORGES, Thaís. ‘A gente banaliza a crueldade’, diz padre
Júlio Lancellotti, sobre aversão a pobres. Correio 24horas. 22/01/2022.)

banco

Seu dinheiro e sua doação me mantem na rua

a) As imagens 1 e 2 denunciam formas de aporofobia. Diga qual o tipo de aporofobia em cada caso, recorrendo, em sua explicação, a elementos das imagens.

b) Você deseja se posicionar, nas suas redes sociais, a respeito da matéria. Assuma a voz do catador de papel envolvido na situação relatada e responda à pergunta do Padre Júlio Lancelotti. Esse texto deverá ter entre 40 e 50 palavras. Atenção: não copie trechos da matéria.

RESOLUÇÃO (Cursos Objetivo):
a) As imagens denunciam casos de a porofobia, pois refletem formas de aversão a pessoas desfavorecidas. A imagem 1 evidencia a exclusão dos moradores de rua dos espaços públicos, como a divisória do banco que impede essas pessoas de dormir. Por sua vez, a imagem 2 condena a doação dada aos indivíduos menos favorecidos, responsabilizando os doadores pela permanência dos pobres na rua. A frase presente na imagem é resultado do pressuposto preconceituoso de que os pedintes permanecem nessa situação por conveniência, por falta de “força de vontade” para trabalhar.

b) Sou catador de papel, negro, pobre e resolvi postar minha opinião sobre uma matéria que fala da a porofobia: preconceito contra pobres. Eu já sofri essa discriminação ao tentar entrar nesse lugar para ir ao banheiro. É um absurdo, pois me sinto excluído de lugares assim.

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