CEFET-MG 2023: O padre José Pedro ia encostado à parede. O cônego dissera que ele não podia compreender os desígnios de Deus

CEFET-MG 2023: O padre José Pedro ia encostado à parede. O cônego dissera que ele não podia compreender os desígnios de Deus
CEFET-MG 2023: O padre José Pedro ia encostado à parede. O cônego dissera que ele não podia compreender os desígnios de Deus. [...] O cônego era muito inteligente, estava próximo de Deus pela inteligência, era-lhe fácil ouvir a voz de Deus. Ele estava errado, perdera aqueles dois anos de tanto trabalho. Pensara levar tantas crianças a Deus... Crianças extraviadas... Seria que elas tinham culpa? Deixai vir a mim as criancinhas... Cristo... Era uma figura radiosa e moça.

Os sacerdotes também disseram que ele era um revolucionário. Ele queria as crianças... Ai de quem faça mal a uma criança... A viúva Santos era uma protetora da Igreja... Será que ela também ouvia a voz de Deus? Dois anos perdidos... Fazia concessões, sim, fazia. Se não, como tratar com os Capitães da Areia? Não eram crianças iguais às outras... Sabiam tudo, até os segredos do sexo. Eram como homens, se bem fossem crianças... 

Não era possível tratá-los como aos meninos que vão ao colégio dos jesuítas fazer a primeira comunhão. Aqueles têm mãe, pai, irmãs, padres confessores e roupas e comida, têm tudo... Mas não seria ele quem podia dar lições ao cônego... O cônego sabia de tudo, era muito inteligente. Podia ouvir a voz de Deus... Estava próximo de Deus... Não foi dos alunos mais brilhantes. Tinha sido dos piores... Deus não ia falar a um padre ignorante... [...] O cônego devia entender melhor que um pobre padre de batina suja... O cônego era inteligente e Deus é a suprema inteligência... 
AMADO, Jorge. Capitães da areia. Rio de Janeiro: Record, 1989. p. 135. 

Nesse fragmento, os dilemas vividos pelo padre José Pedro são evidenciados por meio

A) do uso da ironia para questionar a autoridade do cônego. 

B) do discurso indireto livre, ao mesclar os pensamentos do personagem à voz do narrador.

C) das perguntas formuladas pelo personagem ao introduzir o uso do discurso direto na narrativa. 

D) do emprego do sinal das reticências para sinalizar a intromissão do narrador personagem na história.

RESOLUÇÃO:
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GABARITO:
B) do discurso indireto livre, ao mesclar os pensamentos do personagem à voz do narrador.

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