UNICAMP 2024: Considerando os excertos dos filósofos gregos Aristóteles e Epicuro, ambos do século IV a.C., é possível afirmar que

UNICAMP 2024: Considerando os excertos dos filósofos gregos Aristóteles e Epicuro, ambos do século IV a.C., é possível afirmar que
Excerto 1
Quase todos estão de acordo que a felicidade é o maior de todos os bens que se pode alcançar pela ação; diferem, porém, quanto ao que seja a felicidade. A julgar pela vida que os homens levam em geral, a maioria deles, e os homens de tipo mais vulgar, parecem identificar o bem ou a felicidade com o prazer, e por isso amam a vida dos gozos.
(Adaptado de: Aristóteles. Ética a Nicomaco, Livro I, seções 4 e 5.)

Excerto 2
O conhecimento seguro dos desejos leva a direcionar toda a escolha e toda recusa para a saúde do corpo e para a serenidade do espírito, visto que essa é a finalidade da vida feliz. O prazer é o início e o fim de uma vida feliz. Embora o prazer seja nosso primeiro bem inato, nem por isso escolhemos qualquer prazer. 
(Adaptado de: Epicuro. Carta sobre a felicidade.
São Paulo: Editora UNESP, p. 35-37, 2002.)

UNICAMP 2024: Considerando os excertos dos filósofos gregos Aristóteles e Epicuro, ambos do século IV a.C., é possível afirmar que

a) Aristóteles e Epicuro sustentam a ideia de que há relação entre a felicidade e o prazer, pois ambos entendem que o prazer é o início e o fim de uma vida feliz.

b) diferentemente de Aristóteles, Epicuro defende que a felicidade consiste na realização irrestrita dos nossos desejos, uma vez que o prazer é o início e o fim de uma vida feliz.

c) tanto Aristóteles quanto Epicuro – ainda que com concepções éticas distintas – entendem que não há uma identificação imediata entre felicidade e prazer. 

d) Aristóteles e Epicuro concordam entre si e discordam daqueles que pensam que a felicidade seja o maior dos bens que se possa alcançar pela ação. 

RESOLUÇÃO (Oficina do Estudante):
Cabe notar, primeiramente, no trecho de Aristóteles, que o autor caracteriza os homens mais vulgares como aqueles que identificam a felicidade com o prazer. Isto indica que a felicidade de fato não está nos prazeres, chamados de bens relativos, mas está no que o autor chamará de eudaimonia, o bem supremo e finalidade última das ações.

Já no segundo trecho é necessário perceber que o direcionamento dos desejos envolve a escolha e a recusa, de modo que não é qualquer prazer que deve ser escolhido. Por isso, a felicidade, relacionada ao que o autor chama de ataraxia, não poderia consistir na realização irrestrita dos nossos desejos.

GABARITO:
c) tanto Aristóteles quanto Epicuro – ainda que com concepções éticas distintas – entendem que não há uma identificação imediata entre felicidade e prazer. 

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