UNICAMP 2024: Nas grandes cidades de todo o planeta, com maior ou menor intensidade, cresce o número de pessoas em situação de rua

UNICAMP 2024: Nas grandes cidades de todo o planeta, com maior ou menor intensidade, cresce o número de pessoas em situação de rua
Moradores em situação de rua em São Paulo/SP

UNICAMP 2024: Nas grandes cidades de todo o planeta, com maior ou menor intensidade, cresce o número de pessoas em situação de rua. No caso brasileiro, todavia, essa é uma realidade urbana perene, agravada em momentos de crise. Segundo estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em 2022, existiam 281.472 pessoas em situação de rua no Brasil. 
(MONTFERRE, H., População em situação de rua
supera 281,4 mil pessoas no Brasil. 
IPEA, 08/12/2022)

O fenômeno descrito no excerto, e reportado na imagem, se constituiu historicamente nas cidades brasileiras em função

a) da crise conjuntural da última década, agravada com a pandemia de covid-19; muitas vezes, a gestão urbana impõe a essa população a precariedade da circulação sem fim pela cidade e mesmo pela rede urbana. 

b) do processo de modernização-urbanização excludente; as ações de política urbana implementam programas de habitação popular nas áreas centrais para viabilizar a gentrificação e o direito à cidade a essa população. 

c) da crise conjuntural da última década, agravada pela pandemia de covid-19; a gestão urbana busca formas de integrar essa população aos espaços urbanos por meio das casas de acolhimento e de programas de emprego e renda.

d) do processo de modernização-urbanização excludente; a gestão urbana promove, muitas vezes, práticas de “higienização” do espaço, isto é, de expulsão, com o apoio de setores da sociedade.

RESOLUÇÃO (Oficina do Estudante):
Contrariando o que reza a Constituição Federal, que garante o direito social à moradia, e os demais dispositivos do Estatuto das Cidades, o processo de modernização-urbanização dos grandes centros urbanos brasileiros está frequentemente condicionado às demandas mercadológicas de especulação imobiliária, que forçam a expulsão de pessoas de menor poder aquisitivo de locais onde há melhores condições, devido à elevação do custo de vida.

Além disso, o tratamento agressivo dado a pessoas desabrigadas, em situação de vulnerabilidade socioeconômica, costuma ser justificado com discursos higienistas, criminalizando a pobreza, ao invés de encará-la como processo estrutural decorrente da exploração das desigualdades.

GABARITO:
d) do processo de modernização-urbanização excludente; a gestão urbana promove, muitas vezes, práticas de “higienização” do espaço, isto é, de expulsão, com o apoio de setores da sociedade.

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