ENADE 2015: Os processos narrativos não são neutros ou desinteressados e, no caso das narrativas jornalísticas

ENADE 2015: Os processos narrativos não são neutros ou desinteressados e, no caso das narrativas jornalísticas
ENADE 2015: Os processos narrativos não são neutros ou desinteressados e, no caso das narrativas jornalísticas, podemos dizer que elas nada têm de isentas ou imparciais. Elas narram e descrevem em um processo que é também e, sobretudo, criativo. Em outras palavras, o jornalismo constrói verdades por meio de narrativas sobre a realidade.

O mecanismo de criação no jornalismo é sutil, imperceptível a olhares condicionados às reportagens produzidas pelos veículos de massa. Tudo o que lemos, ouvimos ou assistimos nesses veículos passa por um processo que seleciona, corta, edita e apresenta. O que chega para os receptores da informação jornalística não é uma representação. O que chega são leituras de outras leituras já feitas de acordo com padrões, que têm na técnica e no compromisso com a verdade seus fetiches. Não há representação, e, sim, construção.

Além desses padrões técnicos, há outros, que chamam menos a atenção e estão ligados às condições objetivas da produção jornalística e às subjetividades de quem as produz. A tentativa de separar objetividade de subjetividade é uma impossibilidade, sendo que a primeira é evocada como que para garantir legitimidade ao discurso do jornalismo. Jornalistas supostamente detêm um conhecimento que permite identificar o que é notícia e, desta forma, produzir narrativas sobre os fatos de modo isento e objetivo.
FORECHI, M. Jornalismo, criação e gestão do presente. Observatório da imprensa, 
ed. 843, 24 mar. 2015, Disponível em: <http://observatoriodaimprensa com.br>. 
Acesso em: 14 jul. 2015 (adaptado)

Com base nesse texto e considerando a narrativa jornalística bem como os processos de criação da realidade, avalie as afirmações a seguir.

I. O texto é incoerente ao afirmar, primeiramente, que as narrativas jornalísticas nada têm de isentas ou imparciais e, ao final, dizer que os jornalistas são capazes de produzir notícias de modo isento e objetivo.

II. Depreende-se do texto que os mecanismos da produção jornalística são sutis e, portanto, pouco perceptíveis aos receptores das informações, que não atentam para o modo como técnicas e seleções determinam a construção da realidade no jornalismo.

III. Conclui-se que as condições objetivas da produção jornalística são indissociáveis das subjetividades de quem as produz. Assim, a noção de objetividade é, para o jornalismo, uma estratégia legitimadora, que lhe reforça a credibilidade pelo exercício de conhecimentos técnicos.

É correto o que se afirma em

A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) I e III, apenas.
D) II e III, apenas.
E) I, II e III.

RESOLUÇÃO:
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GABARITO:
D) II e III, apenas.

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