Rio da integração nacional, o São Francisco tem esse título por ser o caminho de ligação do Sudeste e do Centro-Oeste

Rio da integração nacional, o São Francisco tem esse título por ser o caminho de ligação do Sudeste e do Centro-Oeste
ENADE 2014 - QUESTÃO 29
Rio da integração nacional, o São Francisco tem esse título por ser o caminho de ligação do Sudeste e do Centro-Oeste com o Nordeste. Desde as suas nascentes, na Serra da Canastra, em Minas Gerais, até sua foz, na divisa de Sergipe e Alagoas, ele percorre 2 700 km. Ao longo desse percurso, que banha cinco Estados, o rio se divide em quatro trechos: o Alto São Francisco, que vai de suas cabeceiras até Pirapora, em Minas Gerais; o Médio, de Pirapora, onde começa o trecho navegável, até Remanso, na Bahia; o Submédio, de Remanso até Paulo Afonso, também na Bahia; e o Baixo, de Paulo Afonso até a foz.

Embora o maior volume de água do rio seja ofertado pelos cerrados do Brasil Central e pelo Estado de Minas Gerais, é a represa de Sobradinho que garante a regularidade de vazão do São Francisco, mesmo durante a estação seca, de maio a outubro. Essa barragem, que é citada como o pulmão do rio, foi planejada para garantir o fluxo de água regular e contínuo à geração de energia elétrica da cascata de usinas operadas pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF) - Paulo Afonso, Itaparica, Moxotó, Xingó e Sobradinho.

Depois de movimentarem os gigantescos geradores daquelas cinco hidrelétricas, as águas do São Francisco correm para o mar. Atualmente, 95% do volume médio liberado pela barragem de Sobradinho — 1850 metros cúbicos por segundo —- são despejados na foz e apenas 5% são consumidos no Vale. Nos anos chuvosos, a vazão de Sobradinho chega a ultrapassar 15 mil metros cúbicos por segundo, e todo esse excedente também vai para o mar.

A irrigação no Vale do São Francisco, especialmente no semiárido, é uma atividade social e econômica dinâmica, geradora de emprego e renda na região e de divisas para o País — suas frutas são exportadas para os EUA e Europa. A área irrigada poderá ser expandida para até 800 mil hectares nos próximos anos, o que será possível pela participação crescente da iniciativa privada.

O Programa de Revitalização do São Francisco, cujas ações já se iniciaram, contempla, no curto prazo, a melhoria da navegação no rio, providência que permitirá a otimização do transporte de grãos (soja, algodão e milho, essencialmente) do Oeste da Bahia para o porto de Juazeiro (BA) e daí, por ferrovia, para os principais portos nordestinos.
Disponível em: <http://www.integracao.gov.br>. Acesso em: 28 jul. 2014 (adaptado).

A viabilidade do Projeto São Francisco aponta para frentes econômicas e sociais, as quais podem ser identificadas na geração de energia elétrica,

A) pela vazão regular para cinco usinas hidrelétricas no Nordeste; na irrigação, gerando renda para a região, pela produção, e divisas para o país, pela exportação de frutas para os EUA e Europa; e na melhoria da navegabilidade, permitindo o escoamento da produção agrícola do oeste para o litoral baiano, integrando portos nordestinos.

B) pela interligação fluvial de cinco importantes usinas hidrelétricas no Nordeste; na irrigação, gerando emprego, renda e divisas para o país; e na melhoria da navegabilidade, permitindo o transporte do oeste para o litoral baiano, integrando o Nordeste brasileiro.

C) que abastecerá cinco estados do Nordeste, por suas cinco hidrelétricas; na irrigação, gerando emprego e renda, contribuindo para a “fixação do homem do campo”; e na melhoria da navegabilidade, permitindo o barateamento dos custos da produção e, consequentemente, a baixa dos preços dos produtos.

D) permitindo que o Nordeste seja reintegrado à “guerra fiscal”, pela atração por novas indústrias; na irrigação, fomentando a produção familiar, possibilitando um desenvolvimento endógeno; e na melhoria da navegabilidade, permitindo o escoamento de toda a produção nordestina, num processo contínuo de integração.

E) por permitir o escoamento do potencial energético entre cinco estados nordestinos, segundo suas hidrelétricas; na irrigação, desenvolvendo uma produção local, fazendo frente ao agronegócio, próprio do global; e na melhoria da navegabilidade, possibilitando a circulação por via fluvial entre os estados nordestinos.

RESOLUÇÃO:
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GABARITO:
A) pela vazão regular para cinco usinas hidrelétricas no Nordeste; na irrigação, gerando renda para a região, pela produção, e divisas para o país, pela exportação de frutas para os EUA e Europa; e na melhoria da navegabilidade, permitindo o escoamento da produção agrícola do oeste para o litoral baiano, integrando portos nordestinos.

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