(FUVEST 2019) Sim, estou me associando à campanha nacional contra os verbos que acabam em "ilizar"

(FUVEST 2019)  Sim, estou me associando à campanha nacional contra os verbos que acabam em "ilizar". Se nada for feito, daqui a po...
(FUVEST 2019) Sim, estou me associando à campanha nacional contra os verbos que acabam em "ilizar". Se nada for feito, daqui a pouco eles serão mais numerosos do que os terminados simplesmente em "ar". Todos os dias os maus tradutores de livros de marketing e administração disponibilizam mais e mais termos infelizes, que imediatamente são operacionalizados pela mídia, reinicializando palavras que já existiam e eram perfeitamente claras e eufônicas.

A doença está tão disseminada que muitos verbos honestos, com currículo de ótimos serviços prestados, estão a ponto de cair em desgraça entre pessoas de ouvidossensíveis. Depois que você fica alérgico a disponibilizar, como você vai admitir, digamos, "viabilizar"? É triste demorar tanto tempo para a gente se dar conta de que "desincompatibilizar" sempre foi um palavrão.
FREIRE, Ricardo. Complicabilizando. Época, ago. 2003.

Com base no texto, é correto afirmar:

(A) A “campanha nacional” a que se refere o autor tem por objetivo banir da língua portuguesa os verbos terminados em “ilizar”.

(B) O autor considera o emprego de verbos como “reinicializando” (L. 7) e “viabilizar” (L. 13) uma verdadeira “doença”.

(C) A maioria dos verbos terminados em “(i)lizar”, presentes no texto, foi incorporada à língua por influência estrangeira.

(D) O autor, no final do primeiro parágrafo, acaba usando involuntariamente os verbos que ele condena.

(E) Os prefixos “des” e “in”, que entram na formação do verbo “desincompatibilizar” (L. 14), têm sentido oposto, por isso o autor o considera um “palavrão”.

QUESTÃO ANTERIOR:
(FUVEST 2019) Sobre o sujeito da oração “em que vivem” (L. 12‐13), é correto afirmar

RESOLUÇÃO:
Segundo o autor, a recorrência de verbos terminados em “-ilizar”, em nossa língua, advém da ação de “maus tradutores de livros de marketing e administração”, que incorporam anglicismos à língua portuguesa, desconsiderando o uso de termos vernáculos com a mesma acepção.

GABARITO:
(C) A maioria dos verbos terminados em “(i)lizar”, presentes no texto, foi incorporada à língua por influência estrangeira.

PRÓXIMA QUESTÃO:
- (FUVEST 2019) Seria difícil encontrar hoje um crítico literário respeitável que gostasse de ser apanhado defendendo como uma ideia a velha antítese estilo e conteúdo. A esse respeito prevalece um religioso consenso. Todos estão prontos a reconhecer que estilo e conteúdo são indissolúveis, que o estilo fortemente individual de cada escritor importante é um elemento orgânico de sua obra e jamais algo meramente “decorativo”.

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