UNESP 2019: O “caráter próprio” das fazendas de café do Oeste paulista de 1840 pode ser explicado, em parte, pelo

É particularmente no Oeste da província de São Paulo – o Oeste de 1840, não o de 1940 – que os cafezais adquirem seu caráter próprio, emanci...
É particularmente no Oeste da província de São Paulo – o Oeste de 1840, não o de 1940 – que os cafezais adquirem seu caráter próprio, emancipando-se das formas de exploração agrária estereotipadas desde os tempos coloniais no modelo clássico da lavoura canavieira e do “engenho” de açúcar. A silhueta antiga do senhor de engenho perde aqui alguns dos seus traços característicos, desprendendo-se mais da terra e da tradição – da rotina rural. A terra de lavoura deixa então de ser o seu pequeno mundo para se tornar unicamente seu meio de vida, sua fonte de renda […].
(Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil, 1987.)

UNESP 2019: O “caráter próprio” das fazendas de café do Oeste paulista de 1840 pode ser explicado, em parte, pelo

(A) menor isolamento dessas fazendas em relação aos meios urbanos.

(B) emprego exclusivo de mão de obra imigrante e assalariada.

(C) desaparecimento das práticas de mandonismo local.

(D) maior volume de produção de mantimentos nessas fazendas.

(E) esforço de produzir prioritariamente para o mercado interno.

QUESTÃO ANTERIOR:
UNESP 2019: Um homem transporta o fio metálico, outro endireita-o, um terceiro corta-o, um quarto aguça a extremidade, um quinto prepara a extremidade superior para receber a cabeça;


RESOLUÇÃO I
Segundo o autor, o cafeicultor do Oeste Paulista, na segunda metade do século XIX, apresentava características que o diferenciavam do grande proprietário rural da região açucareira. Contribuíram para essa mudança a expansão da malha ferroviária, que acompanhou o avanço dos cafezais, as facilidades proporcionadas pelos novos meios de comunicação e a diversificação dos investimentos resultantes dos lucros provenientes da cafeicultura, frequentemente direcionados para atividades urbanas.

RESOLUÇÃO II
O texto destaca uma mudança de caráter dos cafezais em comparação com a lavoura canaveira. A partir de meados do século XIX, os cafezais tornam-se para o proprietário da terra “seu meio de vida, sua fonte de renda”, e não mais ligada aos estereótipos do senhor de engenho do açúcar. Isso permitiu maior conexão dos meios rurais com os meios urbanos, em que os senhores ligavam-se a atividades comerciais, financeiras e até mesmo industriais.

GABARITO:
(A) menor isolamento dessas fazendas em relação aos meios urbanos.

PRÓXIMA QUESTÃO:
- UNESP 2019: O mapa representa a divisão da África no final do século XIX. Essa divisão

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