(CFC 2018) No texto anterior, o autor utiliza como estratégia para a construção de seu texto uma sequência de interrogações

Por que ética? Por que ética? E o que é a ética? Não poderemos nos contentar com uma representação qualquer ou indeterminada. Da mesma fo...
Por que ética?

Por que ética? E o que é a ética? Não poderemos nos contentar com uma representação qualquer ou indeterminada. Da mesma forma, pressupondo uma pré-compreensão completamente indeterminada, desde o início podemos nos perguntar: por que afinal devemos nos ocupar com a ética? […] Entre os jovens intelectuais, antigamente havia interesse mais pelas assim chamadas teorias críticas da sociedade.

Ao contrário disto, na ética supõe-se uma reflexão sobre valores reduzida ao individual e ao inter-humano. E teme-se que aqui, contudo não seria possível encontrar nada de obrigatório, a não ser remontando-se a tradições cristãs ou de outras religiões.

É o ético, ou então, ao contrário, as relações de poder, que são determinantes na vida social? E estas não determinam, por sua vez, as representações éticas de um tempo? E se isto é assim, ao se pretender lidar diretamente com a ética e não a partir de uma perspectiva de crítica da ideologia, não representaria isto um retorno a uma ingenuidade hoje insustentável?
(TUGENDHAT, Ernest. Lições sobre ética.
Petrópolis: Vozes. 1996, p. 11-13. Adaptado.)

(CFC 2018) No texto anterior, o autor utiliza como estratégia para a construção de seu texto uma sequência de interrogações. Pode-se afirmar que tal estratégia

A) indica pausas de elocução com o propósito de obter uma informação desconhecida até então.

B) preconiza a importância do debate acerca da ética, tendo em vista seu papel na sociedade, exposto e exemplificado pelo autor de forma sucinta, mas suficientemente esclarecedora.

C) demonstra a exposição de um ponto de vista sob forma de perguntas, trocando-se a afirmação por uma questão, acelerando-se o andamento discursivo e intensificando-se o sentido.

D) desmistifica o caráter persuasivo da argumentação, a ponto de elucidar de forma objetiva e clara o verdadeiro e único propósito de tal tipo textual: apresentar uma tese e demonstrar sua veracidade.

QUESTÃO ANTERIOR:
(CFC 2018) A partir de uma comparação entre os textos I e II, e considerando-se uma possível reflexão advinda do texto I acerca de um comportamento social, depreende-se que o texto II constitui

GABARITO:
C) demonstra a exposição de um ponto de vista sob forma de perguntas, trocando-se a afirmação por uma questão, acelerando-se o andamento discursivo e intensificando-se o sentido.

PRÓXIMA QUESTÃO:
- mais questões do CFC.

Questão disponível em:
Prova CFC 2ª Edição 2018 com Gabarito

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