(UNIFESP 2020) Leia o trecho do poema “Os sapos”, de Manuel Bandeira

(UNIFESP 2020) Leia o trecho do poema “Os sapos”, de Manuel Bandeira.

O sapo-tanoeiro
[...]
Diz: — “Meu cancioneiro
É bem martelado.
Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.
O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.
Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A formas a forma.
Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia
Mas há artes poéticas...”
(Estrela da vida inteira, 1993.)

No trecho, o “sapo-tanoeiro” representa uma sátira aos

(A) modernistas.
(B) românticos.
(C) naturalistas.
(D) parnasianos.
(E) árcades.

QUESTÃO ANTERIOR:
(UNIFESP 2020) Tendo em vista a ordem inversa da frase, verifica-se o emprego de vírgula para separar um termo que exerce a função de sujeito em

RESOLUÇÃO:
O sapo-tanoeiro é uma sátira ao rigor formal dos poetas parnasianos. Tanoeiro é o construtor de barril, conotando o burilamento estético pretensioso e vazio do Parnasianismo. O poema satírico Os Sapos, de Manuel Bandeira, foi declamado na segunda noite da Semana de Arte Moderna, em 1922.

GABARITO:
(D) parnasianos.

PRÓXIMA QUESTÃO:
- (UNIFESP 2020) Em termos figurados, a dimensão transgressora de sua teoria é reforçada por Darwin no seguinte trecho

QUESTÃO DISPONÍVEL EM:
Prova UNIFESP 2020 (1º dia e 2º dia) com Gabarito e Resolução

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