(IAVE 2018) Compare a atitude do sujeito poético com a dos outros «humanos» (verso 13)

Leia o poema. Prefiro rosas, meu amor, à pátria, E antes magnólias amo Que a glória e a virtude. Logo que a vida me não canse, de...
Leia o poema.

Prefiro rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que a glória e a virtude.

Logo que a vida me não canse, deixo
Que a vida por mim passe
Logo que eu fique o mesmo.

Que importa àquele a quem já nada importa
Que um perca e outro vença,
Se a aurora raia sempre,

Se cada ano com a primavera
Aparecem as folhas
E com o outono cessam?

E o resto, as outras coisas que os humanos
Acrescentam à vida,
Que me aumentam na alma?

Nada, salvo o desejo de indif’rença
E a confiança mole
Na hora fugitiva.
Ricardo Reis, Poesia, edição de Manuela Parreira da Silva,
Lisboa, Assírio & Alvim, 2000, p. 64.

QUESTÃO 01
(IAVE 2018) Compare a atitude do sujeito poético com a dos outros «humanos» (verso 13), tendo em conta a oposição simbólica entre «rosas» e «magnólias», por um lado, e «pátria», «glória» e «virtude», por outro lado (versos 1 a 3).

QUESTÃO ANTERIOR:
(IAVE 2018) Num texto de opinião bem estruturado, com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas e cinquenta palavras, defenda uma perspetiva pessoal sobre o poder das palavras nas relações humanas.

SOLUÇÃO:
O sujeito poético demarca-se (distancia-se) voluntariamente dos outros «humanos» no que diz respeito à atitude perante a Vida.

Por outras palavras, ele dá importância à fruição (ao degustar/sentir) de cada ciclo de vida e de tudo que este tem para lhe oferecer, por exemplo a flora de cada estação do ano («rosas», «magnólias»).

Assim sendo, e porque cada ciclo é efémero (rápido) e passa sem voltar atrás, o sujeito procura sentir, contemplar, aproveitar o que é natural e bom.

Pelo contrário, os restantes «humanos» desprezam tudo isto e andam sempre azafamados com preocupações pessoais, tais como interesses políticos, profissionais, sociais (como se verifica pelos vocábulos selecionados «pátria», «glória» e «virtude»). Podemos dizer que este sujeito frui o sentir naturalmente, ao passo que os outros «humanos» se angustiam com o pensar socialmente.

PRÓXIMA QUESTÃO:
- (IAVE 2018) Interprete o sentido da segunda estrofe, à luz da filosofia de vida de Ricardo Reis.

QUESTÃO DISPONÍVEL EM:
Provas Exame Nacional de Portugal 2018 (1ª e 2ª Fase) com Soluções

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