“Abra a mão, menino, deixe eu ver quantos centavos você tem aí.” (linha 35)

“Abra a mão, menino, deixe eu ver quantos centavos você tem aí.” (linha 35)

 


As questões de (01) a (06) referem-se ao texto seguinte:

Bruta flor do querer

Quando era menino, o pintor mexicano Diego Rivera
entrou numa loja, numa daquelas antigas lojas cheias de
mágicas e surpresas, um lugar encantado para qualquer criança. Parado diante do balcão e tendo na mão apenas alguns centavos, ele examinou todo o universo contido na loja
e começou a gritar, desesperado: “O que é que eu quero ???”.

Quem nos conta isso é Frida Kahlo, sua companheira por mais de 20 anos. Ela escreveu que a indecisão de Diego Rivera o acompanhou a vida toda. Ao ler isso, me perguntei: quem de nós sabe exatamente o que quer?

A gente sabe o que não quer: não queremos monotonia, não queremos nos endividar, não queremos perder tempo com pessoas mesquinhas, não queremos passar em branco pela vida. Mas a pergunta inicial continua sem resposta: o que a gente quer, o que iremos escolher entre tantas coisas
interessantes que nos oferece esta loja chamada Futuro?
Sério, a loja em que o pequeno Diego entrou chamava-se,
ironicamente, Futuro.

O que é que você quer? Múltiplas alternativas. Medicina. Arquitetura. Música. Homeopatia. Casar. Ficar solteiro. Escrever um livro. Fazer nada o dia inteiro. Ter dois filhos. Ter nenhum. Cruzar o Brasil de carro. Entrar para a política. Tempo para ler todos os livros do mundo. Conhecer a
Grécia. Morrer dormindo. Não morrer. Aprender chinês. Aprender a tocar bateria. Desaprender tudo o que aprendeu errado.

Acupuntura. Emagrecer. Ser famoso. Sumir.

O que você quer? Morar na praia. Filmar um curta. Arrumar os dentes. Abrir uma pousada. Recuperar a amizade com seu pai. Trocar de carro. Meditar. Aprender a cozinhar.
Largar o cigarro. Nunca mais sofrer por amor. Nunca mais.

O que você quer? Viver mais calmo. Acelerar. Trancar
a Faculdade. Cursar uma Faculdade. Alta na terapia. Melhorar
o humor. Um tênis novo. Engenharia Mecânica. Engenharia
Química. Um mundo justo. Cortar o cabelo. Alegrias. Chorar.

Abra a mão, menino, deixe eu ver quantos centavos
você tem aí. Olha, por esse preço, só uma caixinha vazia,
você vai ter que imaginar o que tem dentro.
Serve.
MEDEIROS, Marta . Montanha russa. Porto Alegre: LPM, 2003. p.199-200.

CEFET-MG 2005 - QUESTÃO 05
“Abra a mão, menino, deixe eu ver quantos centavos você tem aí.” (linha 35)

A função da linguagem predominante, nesse trecho, é a

a) poética, pois a mensagem é colocada em realce.

b) referencial, porque o trecho está centrado no referente.

c) metalinguística, por explicar o conteúdo da mensagem.

d) conativa, uma vez que o receptor é posto em destaque.

QUESTÃO ANTERIOR:

GABARITO:
d) conativa, uma vez que o receptor é posto em destaque.

RESOLUÇÃO:
Não temos resolução para essa questão! Você sabe explicar? Copie o link dessa página e envie sua resolução clicando AQUI!

PRÓXIMA QUESTÃO:

QUESTÃO DISPONÍVEL EM:

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