A expansão do livro brasileiro só pode hoje prestar um extraordinário serviço ao conhecimento da Língua Portuguesa

A expansão do livro brasileiro só pode hoje prestar um extraordinário serviço ao conhecimento da Língua Portuguesa

 As questões de (01) a (10) referem-se ao texto seguinte:


Considerações sobre o Acordo Ortográfico
da Língua Portuguesa

José Carlos de Azeredo*

A idéia de uniformidade é inerente ao espírito da ortografia.

Comecemos por sua razão mesma de ser. Ela é criada em qualquer país para padronizar a forma gráfica das palavras da língua comum aos seus cidadãos. A uniformização ortográfica é possível porque ela é, antes de mais nada, produto de convenção e acordo. Fala-se português de forma diferente nas diversas regiões do Brasil, mas a ortografia é uma só, e tem de ser uma só, ou ela perderia o sentido. Desse fato se conclui que não existe ortografia cem por cento fonética: a existência de diferentes pronúncias, em escala regional ou mesmo nacional, não é argumento para a diversidade ortográfica. O espanhol tem uma só ortografia em todo o mundo de língua espanhola, a despeito das óbvias diferenças de pronúncia entre os cidadãos de Madri, de Bogotá ou de Havana. Jornais, livros e documentos públicos impressos na Espanha, na Colômbia e em Cuba adotam a mesma ortografia.

Por que os oito países de língua oficial portuguesa precisam de duas ortografias diferentes? O que justificaria o apego de certas pessoas à forma gráfica de alguma palavra, se a ortografia sequer é parte da língua?

A língua que falam os portugueses, os angolanos e os brasileiros não será afetada pela adoção das mudanças ortográficas. Não se pode vincular unificação ortográfica à unificação linguística. Unificação ortográfica nada tem a ver com uniformização da língua. As línguas são como são em virtude do uso que seus falantes fazem delas, e não de acordos de grupos ou de decretos de governo.

Conheço a opinião de intelectuais portugueses notáveis que
são contrários ao Acordo: alguns acham que é desnecessário,
porque as diferenças vigentes não dificultam a leitura de textos
impressos em Portugal por brasileiros, nem a de textos impressos no Brasil por portugueses; outros, mais apaixonados, achaque o Acordo só beneficiaria o Brasil, que ampliaria seu mercado de livros, especialmente os utilizados na escola fundamental, para os países africanos. E quem pode ter medo disso ou opor-se a isso? Digamos que seja verdade, que essa expansão possa vir a ocorrer. Em que sentido ela poderia ser prejudicial? Só se é aos interesses econômicos dos livreiros portugueses.

Mas Portugal tem uma profunda e histórica identificação com os ideais da cultura humanística. Portugal se oporia à propagação do livro brasileiro, livro escrito na mesma língua em que se expressam os poetas, os romancistas, os cientistas e todos os sábios homens de letras portugueses? A expansão do livro brasileiro só pode hoje prestar um extraordinário serviço ao conhecimento da língua portuguesa no mundo. Portugal tem um órgão pujante com esta missão: o Instituto Camões. Ele recusaria uma colaboração brasileira nesse projeto gigantesco que o Instituto Camões, a despeito de sua pujança, não pode realizar sozinho?

* José Carlos de Azeredo é professor adjunto de Língua Portuguesa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Disponível em: <http://portalliteral.terra.com.br>. Acesso em 20 maio, 2008.

CEFET-MG 2008.2 - QUESTÃO 10
“A expansão do livro brasileiro só pode hoje prestar um extraordinário serviço ao conhecimento da Língua Portuguesa no mundo”, afirma professor adjunto de Língua Portuguesa da UERJ.

Na transcrição do trecho acima para o discurso indireto, manteve-se o sentido original em:

a) O professor adjunto de Língua Portuguesa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro confirma ser a expansão do livro brasileiro, hoje, responsável por um serviço valioso ao conhecimento da Língua Portuguesa no mundo.

b) Um serviço restrito ao conhecimento da Língua Portuguesa é prestado pela expansão do livro brasileiro no mundo, de acordo com o professor adjunto de Língua Portuguesa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

c) A expansão do livro brasileiro, segundo o professor adjunto de Língua Portuguesa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, deve prestar um fantástico serviço ao conhecimento da Língua Portuguesa no mundo.

d) O professor adjunto de Língua Portuguesa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro diz que a difusão do livro brasileiro poderia prestar um magnífico serviço ao conhecimento da Língua Portuguesa no mundo.


QUESTÃO ANTERIOR:

GABARITO:
d) O professor adjunto de Língua Portuguesa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro diz que a difusão do livro brasileiro poderia prestar um magnífico serviço ao conhecimento da Língua Portuguesa no mundo.

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