Conforme o segundo parágrafo do texto, o gênero focalizado é indefinível, porque

Conforme o segundo parágrafo do texto, o gênero focalizado é indefinível, porque

 Instrução: As questões de (01) a (05) referem-se ao texto seguinte.


Crônica

Abro esta crônica como uma janela - Bom dia - e nela me debruço para conversar contigo, leitor casual. E nela me debruçarei, se Deus quiser, todas as quintas e domingos, quer chova, quer faça sol. Essa disposição evidentemente não é minha, que preferiria tomar o calor ou a chuva. Por desculpa para adiar a conversa...

Mas a janela está aberta e o dia balança suas folhas e suas toalhas nesta manhã de Ipanema. Rubem Braga meteu na crônica as flores, as borboletas e, mais recentemente, um pavão. Bandeira e Drummond, uma ironia fina, alegre e triste, enquanto Fernando Sabino a tornou veloz e estonteante, cheia de casos, tudo com um delicioso ar de mentira. São mestres, como outros, e os campeões da crase quando erram ditam lei. Quer dizer, não erram. Tudo o que o velho Braga escreve é crônica! Fico bobo de ver. E os outros também: no barbeiro, na praia, na própria Câmara Federal, descobrem assunto, coisas que a gente lê como se comesse. O aprendiz se pergunta o que diabo é a crônica e não sabe responder.

Dizem que agora a crônica é um gênero seríssimo, e isso me amedronta. Mas tudo ficou, nesses últimos anos, extremamente sério: o próprio humorismo é olhado hoje com o maior respeito. Isto é bom? É mau? Não sei. O que sei é que quanto mais sérios somos, mais tristes ficamos, e é preciso, senhores, deixar na praia uma faixa, pequena que seja, para o frescobol. Sim, porque há também os profissionais do verão que vão para a praia e ali se sentam, gravemente, como se cumprissem uma obrigação. E cumprem mesmo.

A meu ver, o bom de Rubem, Bandeira, Sabino é que eles preferem o frescobol. Borboleta, bigode, piada, joelho, tudo serve para conversar. A crônica tem a seriedade das coisas sem etiqueta. Um cronista de verdade (não eu, aprendiz) devia pedir aos críticos para deixarem a crônica em paz: nada de análises estilísticas. A crônica é a literatura sem pretensão, que não se bate com a morte: sai do casulo, voa no sol da manhã (a crônica é matutina) e, antes que o dia acabe, suas asas desfeitas rolam nas calçadas. Há quem as recorte e as pregue carinhosamente em álbuns. Mas isso já é entomologia, não é crônica.
FONTE: GULLAR, Ferreira. Melhores Crônicas. São Paulo: Global, 2004. p. 7-8.

CEFET-MG 2007.2 - QUESTÃO 03
Conforme o segundo parágrafo do texto, o gênero focalizado é indefinível, porque

a) se constitui de temáticas diversificadas.

b) retrata acontecimentos comuns do cotidiano.

c) contém um olhar particular sobre as experiências vividas.

d) se apropria, com voracidade, de vários elementos do dia-a-dia.

QUESTÃO ANTERIOR:

GABARITO:
d) se apropria, com voracidade, de vários elementos do dia-a-dia.

RESOLUÇÃO:
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