No plano formal, o poema é marcado por

 Instrução: Leia o texto para responder às questões de números 28 e 29.


Apóstrofe à carne

Quando eu pego nas carnes do meu rosto,
Pressinto o fim da orgânica batalha:
– Olhos que o húmus necrófago estraçalha,
Diafragmas, decompondo-se, ao sol-posto.

E o Homem – negro e heteróclito composto,
Onde a alva flama psíquica trabalha,
Desagrega-se e deixa na mortalha
O tacto, a vista, o ouvido, o olfato e o gosto!

Carne, feixe de mônadas bastardas,
Conquanto em flâmeo fogo efêmero ardas,
A dardejar relampejantes brilhos,

Dói-me ver, muito embora a alma te acenda,
Em tua podridão a herança horrenda,
Que eu tenho de deixar para os meus filhos!
(Augusto dos Anjos. Obra completa, 1994.)


UNIFESP 2013 - QUESTÃO 29
No plano formal, o poema é marcado por

(A) versos brancos, linguagem obscena, rupturas sintáticas.

(B) vocabulário seleto, rimas raras, aliterações.

(C) vocabulário antilírico, redondilhas, assonâncias.

(D) assonâncias, versos decassílabos, versos sem rimas.

(E) versos livres, rimas intercaladas, inversões sintáticas.

QUESTÃO ANTERIOR:

GABARITO:
(B) vocabulário seleto, rimas raras, aliterações.

RESOLUÇÃO:
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