Considerando-se o fragmento acima, a relação sintático-semântica das orações subordinadas está corretamente identificada em:

As questões de  (01)  a  (07)  referem-se ao texto I. TEXTO I A primeira vez Fazia um frio ameno quando, durante uma viagem de dois dias a S...
As questões de (01) a (07) referem-se ao texto I.

TEXTO I

A primeira vez

Fazia um frio ameno quando, durante uma viagem de dois dias a São Paulo, recebi a notícia de que estava confirmada minha atuação como cronista do jornal Estado de Minas e que a primeira crônica seria publicada na terça-feira seguinte. “Todo cronista tem sua primeira vez”, pensei, entre um estado de apreensão próprio de quem recebe um desafio e a excitação inevitável de quem sempre desejou essa tarefa de escrever, à mercê do acaso, textos sucessivos sobre as miudezas e grandezas da vida cotidiana.

A crônica é um gênero interessante, pois exige concisão, leveza e desprendimento, situando-se num espaço indeterminado entre a narrativa, o ensaio, a poesia e a conversa fiada. Não prescinde nunca do improviso, por mais que tenha sido pensada. É um registro precário, mas suficiente, dos dias e das horas que compõem o que chamamos de vida. Pode ser lírica, dramática, ácida, reflexiva, divertida. Leva quem a escreve ao exercício da liberdade de falar sobre qualquer coisa, desde que essa coisa possa trazer algo que instigue o interesse e a imaginação do leitor. Aliás, o leitor é o fundamento de toda crônica, pois ela tem que falar ao ouvido de cada um, convidando-o à conversa, à reflexão e ao devaneio.

Esta é, digamos, a minha primeira crônica. Mas também não é a minha primeira crônica. Explico: profissionalmente, estreio hoje como cronista, embora já tenha exercitado esse gênero quando, ainda adolescente, publicava textos ocasionais nos jornais de minha cidade natal, Patos de Minas. Foi um tempo em que a escrita se apresentava para mim como uma atividade espontânea, liberta dos imperativos da teoria e das demarcações de gênero. Depois, mudei-me para Belo Horizonte, fiz o curso de letras e tornei-me professora de literatura da UFMG, dedicando-me mais à prática do texto acadêmico e, nas horas vagas, a alguma poesia. Nos últimos anos, voltei à narrativa. Agora, com este inesperado (e honroso) convite do Estado de Minas, comemoro meu retorno à crônica e a todos os deleites que ela oferece a quem gosta de escrever.

O melhor de tudo é que agora posso falar de coisas prosaicas, de livros que leio, filmes que vejo, viagens, pequenos incidentes, enfim, da realidade e seus mistérios. E a realidade, neste caso, pode ser tanto aquilo que enxergamos quanto o que se oculta nas dobras e nas margens do visível; tanto os fatos explícitos quanto as mais íntimas surpresas. Na crônica posso, inclusive, fingir que vivo o que realmente vivo. Posso inventar uma história que de fato aconteceu, relatar em detalhes um caso que não houve, contar meus sonhos como se fossem de verdade e falar de verdades como se elas fossem sonhos. Tudo é possível na crônica. E é essa liberdade que me fascina. 

Matéria-prima não falta, mesmo quando achamos que falta assunto. Como já disse Machado de Assis, para começar uma crônica basta comentar o tempo e dizer: que calor! Ou, se quisermos atualizar a frase: que calor em pleno mês de julho! E, daí, é só comentar as mudanças climáticas no planeta, a camada de ozônio, a depredação da natureza, a irresponsabilidade dos humanos, a ganância capitalista. Machado estava certo: o assunto vem mesmo quando falamos do tempo. Que o diga quem se encontra sempre com vizinhos no elevador. A conversa começa com a chuva, o calor, o frio, os vulcões em erupção. O resto vem como desdobramento. Ou a gente inventa.

Mais um detalhe: se este é o primeiro texto que escrevo neste espaço, o próximo também o será. Afinal, em matéria de escrita, toda vez tende a ser sempre a primeira vez.

MACIEL, Maria Esther. Estado de Minas. Belo Horizonte, 5 jul. 2011. Caderno Cultura, p. 10.

QUESTÃO 07
CEFET-MG: “Matéria-prima não falta, mesmo quando achamos que falta assunto. Como já disse Machado de Assis, para começar uma crônica basta comentar o tempo e dizer: que calor! Ou, se quisermos atualizar a frase: que calor em pleno mês de julho!”

Considerando-se o fragmento acima, a relação sintático-semântica das orações subordinadas está corretamente identificada em:

a) “Ou que calor em pleno mês de julho” – condição.

b) “como já disse Machado de Assis” – conformidade.

c) “mesmo quando achamos” – consequência. 

d) “para começar uma crônica” – causalidade.

QUESTÃO ANTERIOR:

GABARITO:
b) “como já disse Machado de Assis” – conformidade.

RESOLUÇÃO:
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