Dos seguintes trechos extraídos do texto, aquele cuja formulação pode ser considerada mais objetiva e impessoal é

Leia o trecho do texto “A invenção das crenças”, de Adauto Novaes, para responder às  questões de 08 a 11 . Nos três últimos livros publicad...
Leia o trecho do texto “A invenção das crenças”, de Adauto Novaes, para responder às questões de 08 a 11.

Nos três últimos livros publicados na série “Mutações”, procuramos analisar as principais questões postas pelas grandes transformações por que passa o Ocidente a partir das revoluções tecnocientífica, biotecnológica e da informática. Os três livros foram:

• Mutações — Novas configurações do mundo. Este primeiro livro mostra de que maneira a ciência e a técnica estão produzindo transformações sem precedentes na história, em todas as áreas da atividade humana.

• Mutações — A condição humana. No segundo livro, os ensaios respondem à questão: o que é viver neste novo mundo?

• Mutações — A experiência do pensamento. Este terceiro livro procurou analisar um problema muito específico dessa mutação: posto que ela se origina da revolução tecnocientífica e praticamente sem a ação dos pressupostos das ciências humanas, tendemos a dizer que ela é feita no vazio do pensamento. Ou melhor, vivemos uma realidade tão inteiramente nova que nem mesmo os velhos conceitos conseguem explicar o que acontece. Como escreveu, portanto, 

Montaigne: quando a razão falha, voltemos à experiência. O que há de peculiar na mutação hoje é que ela não recorre às “duas maiores invenções da humanidade, o passado e o futuro”. Tomemos como exemplo outra prodigiosa mutação que foi o Renascimento: ela apontava ao mesmo tempo para o futuro e para o passado, verdadeira paixão pelo novo e paixão pelo antigo. Seus eruditos, escreve o filósofo Alexandre Koyré, “exumaram todos os textos esquecidos em velhas bibliotecas monásticas: leram tudo, estudaram tudo, tudo editaram. Fizeram renascer todas as doutrinas esquecidas dos velhos filósofos da Grécia e do Oriente: Platão, Plotino, o estoicismo, o epicurismo e pitagorismo, o hermetismo e a cabala. Seus sábios tentaram fundar uma nova ciência, uma nova física, uma nova astronomia; ampliação sem precedente da imagem histórica, geográfica, científica do homem e do mundo. Efervescência confusa e fecunda de ideias novas e ideias renovadas. Renascimento de um mundo esquecido e nascimento de um mundo novo. Mas também: crítica, abalo e, enfim, destruição e morte progressiva das antigas crenças, das antigas concepções, das antigas verdades tradicionais, que davam ao homem a certeza do saber e a segurança da ação”. Nada disso vemos hoje na mutação tecnocientífica, a não ser o elogio dos fatos e dos acontecimentos técnicos e, principalmente, o elogio do presente eterno, sem passado nem futuro.
(https://artepensamento.ims.com.br. Adaptado.)

UNIFESP 2022 - QUESTÃO 10
Dos seguintes trechos extraídos do texto, aquele cuja formulação pode ser considerada mais objetiva e impessoal é:

(A) “Tomemos como exemplo outra prodigiosa mutação que foi o Renascimento: ela apontava ao mesmo tempo para o futuro e para o passado, verdadeira paixão pelo novo e paixão pelo antigo.” (4º parágrafo)

(B) “Nos três últimos livros publicados na série ‘Mutações’, procuramos analisar as principais questões postas pelas grandes transformações por que passa o Ocidente a partir das revoluções tecnocientífica, biotecnológica e da informática.” (1º parágrafo)

(C) “Ou melhor, vivemos uma realidade tão inteiramente nova que nem mesmo os velhos conceitos conseguem explicar o que acontece.” (4º parágrafo)

(D) “Este terceiro livro procurou analisar um problema muito específico dessa mutação: posto que ela se origina da revolução tecnocientífica e praticamente sem a ação dos pressupostos das ciências humanas, tendemos a dizer que ela é feita no vazio do pensamento.” (4º parágrafo)

(E) “Este primeiro livro mostra de que maneira a ciência e a técnica estão produzindo transformações sem precedentes na história, em todas as áreas da atividade humana.” (2º parágrafo)

QUESTÃO ANTERIOR:

RESOLUÇÃO (Cursos Objetivo):
O emprego dos verbos na primeira pessoa do plural caracteriza um discurso mais pessoal e subjetivo, como se pode perceber nas alternativas a, b, c e d. Assim, o fragmento apresentado na alternativa e é de caráter objetivo e impessoal porque se empregam verbos na terceira pessoa.

GABARITO:
(E) “Este primeiro livro mostra de que maneira a ciência e a técnica estão produzindo transformações sem precedentes na história, em todas as áreas da atividade humana.” (2º parágrafo)

PRÓXIMA QUESTÃO:

QUESTÃO DISPONÍVEL EM:

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