A oração do texto “...que afirma ser descendente de escravos...” (L. 33 e 34) se classifica como

Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 01 a 06.

Harvard cria fundo milionário para
políticas de reparação da escravidão

A Universidade Harvard anunciou, ontem, a criação de um fundo para financiar projetos de pesquisa, educação e memória sobre o racismo e a escravidão dos séculos 17 ao 19, nos Estados Unidos. O objetivo é "reparar" a memória escravagista no país, após um relatório mostrar que a instituição contribuiu, no passado, para corroborar teses racistas.

O anúncio foi feito em uma carta publicada pelo presidente da Universidade, Lawrence Bacow, dirigida aos estudantes, professores e empregados da instituição, fundada em 1636 em Cambridge, no estado de Massachussetts, nos Estados Unidos.

A iniciativa integra um movimento de reconhecimento e reparação da escravidão no país, que ganhou força no meio universitário nos últimos anos. A escravidão foi oficialmente abolida pela 13ª emenda constitucional, em dezembro de 1865. De acordo com Bacow, "a escravidão e sua herança fazem parte da história americana há mais de 400 anos. O trabalho de reparação de seus efeitos persistentes necessitará de esforços ambiciosos nos próximos anos", declarou.

A decisão foi anunciada após a publicação de um relatório do comitê da Universidade que propôs recomendações para "reparar" financeiramente a exploração de gerações de milhões de pessoas deportadas à força da África e da Europa para a América.

O documento mostra, por exemplo, que até o século 20 os presidentes e professores da Universidade ensinavam e promoviam teorias raciais como o eugenismo, prática que defendeu o "aperfeiçoamento" da raça humana por seleção genética. Em Harvard, nos séculos 17 e 18 vários membros e presidentes escravizaram mais de 70 pessoas, até a prática ser considerada ilegal em Massachussetts, em 1783.

A título de exemplo do que ocorria na instituição, em 2019, Tamara Lanier, uma americana que afirma ser descendente de escravos, processou a Universidade por ter fotografado, em 1850, membros da sua família. As imagens foram utilizadas pelo célebre biólogo Louis Agassiz (1807-1873), conhecido pelo seu trabalho sobre calotas polares, mas também pelas suas teorias racistas, que visavam provar a superioridade das pessoas de cor branca.

De acordo com Tamara Lanier, seus ancestrais, conhecidos como Renty e Delia, teriam sido forçados a posar nus para um projeto de Agassiz. O objetivo do professor, afirma, era provar a inferioridade biológica dos negros. "Harvard aproveitou e, de uma certa maneira, perpetuou práticas profundamente imorais", disse o presidente da instituição. Ele reconheceu que a Universidade tem uma "responsabilidade moral" ao financiar projetos de pesquisa que vão ajudar a amenizar os efeitos sociais e pessoais nocivos desencadeados por tais práticas.
(https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/rfi/2022/04/27/harvard-cria-
fundo-milionario-para-restaurar-memoria-e-reparar-teses-racistas-da-epoca-da-escravidao.htm)

UNIRG 2022.2 - QUESTÃO 05
A oração do texto “...que afirma ser descendente de escravos...” (L. 33 e 34) se classifica como

(A) subordinada substantiva.

(B) subordinada adjetiva.

(C) subordinada adverbial.

(D) coordenada sindética.

QUESTÃO ANTERIOR:

GABARITO:
(B) subordinada adjetiva.

RESOLUÇÃO:
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