O tempo das cidades introduz distanciamentos marcantes em relação aos tempos da Igreja, dos

O tempo das cidades introduz distanciamentos marcantes em relação aos tempos da Igreja, dos
UFGD 2014 - QUESTÃO 28
Sobre o “Tempo da Igreja” e o “Tempo do mercador”, o historiador Jérôme Baschet assim se referiu:

“O tempo das cidades introduz distanciamentos marcantes em relação aos tempos da Igreja, dos senhores e da terra. Mesmo se muitos citadinos permanecem em contato estreito com a vida dos campos, as atividades artesanais e comerciais não são diretamente submetidas ao ritmo das estações. É na cidade, e para a cidade, que o relógio mecânico público, cuja técnica aparece por volta de 1270-80, se difunde através da Europa ao longo do século XIV, por exemplo, em Paris, em 1300, em Florença e Gand, em 1325”.
(BASCHET, Jérôme. A civilização feudal: do ano mil à
colonização da América. São Paulo: Globo, 2006, p. 310).

A partir do texto entende-se que:

(A) A Igreja Católica, antes detentora do conhecimento medieval, monopolizava a medida do tempo e, diante da Reforma Protestante do século XVI, perdeu o controle sobre o ritmo do trabalho dos homens.

(B) Na transição da Idade Média para a Idade Moderna, o renascimento comercial e a ascensão econômica dos mercadores fez a medida do tempo da Igreja Católica, marcada pelo ritmo natural do sol, das estações e simbolizada pelos sinos de paróquias e catedrais, concorrer com a medida do relógio mecânico, que dava melhores condições de organização do espaço urbano.

(C) Os mercadores medievais eram dependentes econômicos da Igreja Católica e, diante do renascimento comercial e urbano, se sujeitaram às crenças do pecado da usura e não se submeteram às medições do tempo por meio do relógio mecânico, mesmo diante do crescimento das cidades.

(D) O tempo usado pelos senhores e servos feudais era baseado nas estações do ano devido às necessidades da produção agrícola, o que tornava os mercadores dependentes do tempo natural a ponto de não deixarem a medida mecânica do tempo predominar nas transações comerciais.

(E) Para não serem enquadrados no pecado da usura, os comerciantes se baseavam na medição do tempo natural, acreditando na salvação pelo trabalho e na organização de cidades com fortes vínculos com os costumes medievais.

QUESTÃO ANTERIOR:

GABARITO:
(B) Na transição da Idade Média para a Idade Moderna, o renascimento comercial e a ascensão econômica dos mercadores fez a medida do tempo da Igreja Católica, marcada pelo ritmo natural do sol, das estações e simbolizada pelos sinos de paróquias e catedrais, concorrer com a medida do relógio mecânico, que dava melhores condições de organização do espaço urbano.

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