Os povos da floresta demonstram que apreciam teatro, embora reajam de forma diferente de outros espectadores

Texto para responder as questões 31 e 32.

Grupos teatrais da Amazônia resgatam histórias dos povos da floresta
Autora: Juliana Domingos de Lima, da Ecoa (fragmento)

Quando um grupo de teatro terminou sua apresentação em uma comunidade de indígenas huni kuin, povo que habita o Acre e o sul do Amazonas, o que se ouviu não foram as tradicionais palmas, mas gritos de saudação. O público soou um alegre “ííííí”, se levantou, deu os braços e dançou. 

Assim como os atores, maquiados e trajados em um figurino especial, eles também haviam se pintado e se vestido para compartilhar daquele momento. 

O “teatro de floresta”, aquele que é feito na floresta ou que encena histórias dos povos da floresta, desafia as convenções do teatro ocidental tradicional e se aproxima da premissa do teatro de rua ao incorporar os sons, cheiros, intervenções de animais e outros seres da floresta.

“O teatro de floresta é vivo, porque a floresta é viva. Como a floresta, ele está em constante transformação”, dis-se a artista acreana Dani Mirini, que estuda o tema em seu mestrado na Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro). “Pra mim, ele é esse teatro formado já há um tempão aqui, quando chega a hora da noite e o seringueiro ou o ribeirinho que não têm uma televisão vão se reunir ao redor da fogueira e contar histórias de como foi a caça, como foi a pesca, como foi a agricultura, de como era há um tempo atrás, como eles chegaram ali”. 

O grupo que se apresentou para os huni kuins, chamado Vivarte, já vem de uma caminhada de mais de 20 anos. Em 1998, Maria Rita Costa da Silva, mãe de Mirini, era professora de história e artes na escola Zuleide Pereira, na zona rural de Rio Branco, capital acreana. A maioria de seus alunos eram filhos de seringueiros. Percebendo que muitos tinham vergonha dessa origem, a professora resolveu criar uma peça de teatro com as histórias contadas pelos pais e avós dos estudantes. [...].
https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias, 04/10/2021.


UNITINS 2022.1 - QUESTÃO 32
Quando um grupo de teatro terminou sua apresentação em uma comunidade de indígenas huni kuin, povo que habita o Acre e o sul do Amazonas, o que se ouviu não foram as tradicionais palmas, mas gritos de saudação”.

Avalie as afirmações a seguir sobre o excerto.

I. Os povos da floresta demonstram que apreciam teatro, embora reajam de forma diferente de outros espectadores diante do espetáculo encenado. 

II. O primeiro período sublinhado inicia com “quando”, que estabelece sentido de tempo em relação à apresentação realizada pelo grupo de teatro. O segundo período sublinhado, que inicia com “povo [...]” funciona como aposto, no trecho.

III. O terceiro período sublinhado inicia com um conector que estabelece relação de oposição e há elipse que retoma informação já apresentada no fragmento. 

Está correto o que se afirma em:

A) III, apenas.
B) I, apenas. 
C) I e II, apenas.
D) I e III, apenas.
E) I, II e III.

QUESTÃO ANTERIOR:

GABARITO:
E) I, II e III.

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