Os sapos, no poema, simbolizam os poetas parnasianos e os modernistas. O sapo que representa o poeta

Os sapos, no poema, simbolizam os poetas parnasianos e os modernistas. O sapo que representa o poeta
Em 2022, comemora-se o centenário da Semana de Arte Moderna, manifestação artístico-cultural que ocorreu entre os dias 13 e 18 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. Durante a abertura, Ronald de Carvalho leu o poema “Os sapos”, de Manuel Bandeira. Leia o referido poema para responder às questões de números 10 a 12.

Texto 3
Os sapos
(Manuel Bandeira)

Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
– “Meu pai foi à guerra!”
– “Não foi!” – “Foi!” – “Não foi!”.

O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: – “Meu cancioneiro
É bem martelado.

Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.

O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.

Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.

Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas…”

Urra o sapo-boi:
– “Meu pai foi rei!”- “Foi!”
– “Não foi!” – “Foi!” – “Não foi!”.

Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
– “A grande arte é como
Lavor de joalheiro.
Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo”.

Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas,
– “Sei!” – “Não sabe!” – “Sabe!”.
Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Veste a sombra imensa;
Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é
Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio…
BANDEIRA, Manuel. Os sapos. In: Estrela da Vida Inteira. 
Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 2009, p. 51-52.


UECE 2022.2 - QUESTÃO 12
Os sapos, no poema, simbolizam os poetas parnasianos e os modernistas. O sapo que representa o poeta modernista é o

A) sapo-tanoeiro, porque acredita que o poema, assim como uma joia, deve ser lapidado.

B) sapo-boi, porque acredita que o poema anuncia um narrador e delega a ele a palavra. 

C) sapo-pipa, porque acredita que só ele sabe escrever poemas a partir de formas fixas.

D) sapo-cururu, porque acredita que para os poemas não há necessidade de formas prontas.

QUESTÃO ANTERIOR:

GABARITO:
D) sapo-cururu, porque acredita que para os poemas não há necessidade de formas prontas.

RESOLUÇÃO:
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