O ponto de inflexão dessa "antropologia, filha do imperialismo ocidental", na feliz expressão da antropóloga Kathleen Gough

O ponto de inflexão dessa "antropologia, filha do imperialismo ocidental", na feliz expressão da antropóloga Kathleen Gough, foi marcado nos anos 1950 por George Balandier (...) Sua crítica ressalta três pontos absolutamente interligados. (...) (...) o terceiro pontos refere-se à necessidade de relacionar o estudo da colonização africana às metrópoles europeias, considerando-se a situação concreta, particular de cada sociedade. Balandier ressalta a heterogeneidade, a complexidade e o dinamismo sociocultural, como características próprias da historicidade africana. Assim, nega que essas sociedades possam ser classificadas como estáticas e passivas, destacando-se a mudança e o seu "potencial revolucionário". A revisão sobre a produção do conhecimento da qual escritos como os de Balandier se destacam é, por isso, o marco de novas tendências no estudo da África.

Essas novas tendências caracterizam-se, principalmente, pela:

A) divisão África subsaariana em duas regiões bem distintas: a com História e a sem História.

B) importância que deve ser observada nas práticas coloniais mais humanizadas, caso evidente dos franceses.

C) ruptura com o eurocentrismo que escondia as especialidades locais do continente africano.

D) associação entre o colonialismo espanhol e a formação de nações economicamente avançadas.

E) reafirmação do dinamismo econômico do norte da África e o atraso civilizatório da África negra.

QUESTÃO ANTERIOR:
(Ifsul) “Predomina na consciência coletiva ocidental-eurocentrista um estereótipo da África como continente escuro, abrigando tribos primitivas, imóveis no tempo e no espaço, com suas culturas arcaicas e estáticas..."

GABARITO:
C) ruptura com o eurocentrismo que escondia as especialidades locais do continente africano.

PRÓXIMA QUESTÃO:
(Fuvest) Sobre o Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de junho de 1494, pode-se afirmar que objetivava

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