UEMA 2019: Quando a colunista evoca a pergunta de um militante do movimento negro, durante um seminário

O trecho a seguir é parte do artigo "Três tempos de uma mesma história", publicado na Revista Cult, que apresenta dados de épocas diferentes, revelando a situação social contrária a negros e a pobres. Leia-o para responder às questões 01 e 02.

[...]

Como se sabe, muitas das tropas brasileiras foram compostas de escravos, que se alistavam, não só com a promessa de alforria, mas também pelo compromisso do imperador Pedro II em abolir a escravidão. Ao final da Guerra, em vez de libertação, em 1871, foi promulgada a Lei do Ventre Livre que, no papel, considerava em liberdade todos os filhos de mulheres escravas nascidos a partir daquela data. Na prática, crianças negras nascidas livres continuaram trabalhando nas mesmas condições das que nasceram escravizadas.

Tantos dados, de diferentes tempos, no mesmo território, nos informam como o estado brasileiro está a serviço do capital financeiro. E nós? Assistimos a tudo isso? Evoco a pergunta - provocação de um militante do movimento negro durante um seminário que aconteceu na 3ª. Edição da Feira Nacional da Reforma Agrária, em São Paulo: "Para o meu bisavô, disseram que ele deveria ser um bom escravo, que a abolição logo viria. Para o meu avô, prometeram que se ele trabalhasse bastante, teria condições de vida. Para o meu pai, disseram que depois do ginásio, viria a CLT. Para mim, foi o ensino superior. Mas mesmo graduado, sou parado pela polícia e não tenho emprego. Até quando vamos acreditar nas promessas?
Fonte: CULT Revista Brasileira de Cultura. No. 235.
São Paulo Ano 21, junho 2018. Adaptado

QUESTÃO 01
UEMA 2019: Quando a colunista evoca a pergunta de um militante do movimento negro, durante um seminário, "Até quando vamos acreditar nas promessas?", seu propósito comunicativo é

a) esperara adesão do leitor ao protagonismo atual do estado brasileiro na aceitação dos direitos dos negros no país.

b) trazer à luz os antigos ganhos obtidos pelos escravos integrantes das tropas brasileiras, bem diferentes das ocorrências atuais.

c) responder ao militante e aos leitores, no próprio texto, a pergunta sobre as mudanças progressivas ao longo dos diferentes tempos.

d) reiterar a expectativa do militante sobre a exatidão de um exercício dos direitos e de liberdade do negro no Brasil.

e) neutralizar o ponto de vista jornalístico sem manifestar posicionamento a respeito do clamor do militante.

GABARITO:
d) reiterar a expectativa do militante sobre a exatidão de um exercício dos direitos e de liberdade do negro no Brasil.

PRÓXIMA QUESTÃO:
- UEMA 2019: No trecho: "Para o meu bisavô, disseram que ele deveria ser um bom escravo, que a viria.", o efeito semântico do adjetivo em "bom escravo", considerando o contexto, ressalta a ideia de abolição logo.

QUESTÃO DISPONÍVEL EM:
Prova UEMA 2019 com Gabarito

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