Hidroxicloroquina e cloroquina combatem o Coronavírus (COVID-19)

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Hidroxicloroquina e cloroquina combatem o Coronavírus (COVID-19)?

Um estudo feito nos Estados Unidos, com um número pequeno, de paciências apresentou resultados positivos no combate ao novo Coronavírus (COVID-19), entretanto, é muito cedo para dizer que o remédio realmente é eficaz no combate ao vírus.

A notícia do uso do medicamento no combate ao vírus foi feita pelo Presidente americano Donald Trump que pediu pressa para aprovar o uso da hidroxicloroquina para tratar a COVID-19 no seu país.

Usada contra malária, a droga é alvo de mais de 20 pesquisas ao redor do mundo e tem se mostrado eficaz no combate à COVID-19. Em um recente estudo do Instituto Mediterrâneo de Marselha, na França, por exemplo, o uso da hidroxicloroquina foi capaz de eliminar o coronavírus do organismo de 70% dos pacientes após seis dias de tratamento.

Embora os resultados preliminares estejam entusiasmando médicos e a cloroquina tenha uma potente ação anti-inflamatória, que pode ser útil nesse momento de crise, o fato é que o uso da substância contra o coronavírus ainda não é seguro.

No Brasil, a rede Prevent Senior, cujos hospitais registraram muitas mortes pelo vírus, e o Hospital Albert Einstein, vão testar o uso do medicamento em casos mais graves.

Será feito apenas com paciente em estado crítico e cujos familiares nos derem o seu consentimento”, afirmou Claudia Lopes, gerente médica da Prevent Senior, em vídeo divulgado pela rede.

Vale ressaltar que o remédio não tem ação preventiva. A autoprescrição de medicamentos pode trazer riscos extras em casos de doenças ainda não totalmente conhecidas, como é o caso do novo corona.

Em entrevista à BandNews FM, o toxicologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, Anthony Wong, assessor da Organização Mundial da Saúde para segurança de medicamentos, explicou que a hidroxicloroquina, medicamento usado para tratar a malária e que contribuiu na recuperação de um pequeno grupo de pacientes com a COVID-19, não deve ser consumida sem acompanhamento médico.

O especialista ressalta que os testes com o medicamento foram feitos em grupos ainda muito pequeno e chama atenção para os efeitos adversos da hidroxicloroquina.

Diante da grande procura pelo medicamento nas farmácias de todo país e a falta do medicamento para as pessoas que realmente precisam fazer uso deste, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, no dia 20 de março de 2020, enquadrou a hidroxicloroquina e cloroquina como medicamentos de controle especial.

Em nota, a entidade afirmou que recebeu relatos de que a procura pelos medicamentos aumentou depois que algumas pesquisas indicaram que estes produtos podem ajudar no tratamento da COVID-19. Os estudos, porém, são preliminares e carecem de comprovação científica.

Apesar de alguns resultados promissores, não há nenhuma conclusão sobre o benefício do medicamento no tratamento do novo coronavírus”, afirmou a Anvisa em nota.

A falta dos produtos pode deixar os pacientes com malária, lúpus e artrite reumatoide sem os tratamentos adequados. Então, NÃO, a combatem o coronavírus (COVID-19) e NÃO devem ser usadas sem acompanhamento médico.

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